“Deus ama a todos, e o mal não prevalecerá”, diz Papa Leão XIV em sua primeira saudação

Papa Leão XIV em sua primeira saudação
Papa Leão XIV em sua primeira saudação. Foto: Vaticano News

cardeal Robert Francis Prevost foi eleito pelos colegas, que será conhecido a partir de agora como Leão XIV, fez nesta quinta-feira (8) seu primeiro discurso diante de milhares de fiéis na Praça São Pedro, no Vaticano. Ele é o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos a assumir o comando da Igreja Católica.

Em sua fala inicial, o novo papa pediu paz e desarmamento, seguindo a linha de seu antecessor, Francisco.

“Essa é uma paz de Cristo ressuscitado, uma paz desarmada, uma paz desarmadora, que provém de Deus. Deus nos ama a todos, incondicionalmente”, declarou.

Durante o discurso, Leão XIV relembrou a última bênção de Páscoa feita por Francisco e afirmou que pretende dar continuidade a esse legado.

“Ainda ouvimos em nossos ouvidos aquela voz frágil, sempre corajosa do papa Francisco que abençoava Roma. Permita-me dar sequência àquela mesma bênção”, afirmou.

O novo papa também destacou a confiança na fé e na presença divina:

“Deus nos quer bem, Deus ama a todos, e o mal não prevalecerá. Estamos todos nas mãos de Deus. Portanto, sem medo, unidos na mão com Deus e entre nós, sigamos adiante”.

O pontífice também falou sobre a necessidade de diálogo e união entre os povos.

“Somos discípulos de Cristo. Cristo nos precede, o mundo precisa da sua luz. A humanidade necessita de pontes. Ajudai-nos também vós a construir pontes. Obrigado, papa Francisco.”

Ao final, convidou os presentes a rezarem juntos:

“Nossa mãe Maria quer sempre caminhar conosco, e está próxima a ajudar-nos com sua intercessão e seu amor. Agora gostaria de rezar junto convosco por essa nova missão, por toda a Igreja e pela paz no mundo.”

Prevost chegou ao Vaticano após longa carreira missionária no Peru, onde serviu como pároco e professor de seminário entre 1985 e 1986 e depois de 1988 a 1998. Além disso, passou temporadas nos Estados Unidos, de 1987 a 1988 e novamente de 1998 a 2001, trabalhando na ordem agostiniana em Chicago. Portanto, ele traz uma visão que une pastoral latino-americana e conhecimento das realidades norte-americanas.

A confirmação foi feita com a tradicional fumaça branca que saiu da Capela Sistina, sinalizando ao mundo que “temos um papa”. A escolha foi feita no segundo dia do conclave, iniciado na quarta-feira (7). Prevost recebeu o voto de pelo menos 89 dos 133 cardeais, dois terços dos eleitores do conclave.

A escolha do cardeal Robert Francis Prevost como papa Leão XIV marca uma nova fase para a Igreja Católica. O norte-americano com larga experiência missionária no Peru, Prevost é conhecido como o “pastor de duas pátrias” por sua atuação junto aos mais pobres na América Latina. Sua eleição representa um equilíbrio entre tradição, proximidade com o povo e uma visão internacional alinhada com o pontificado de Francisco.

Foto: Reprodução / Vaticano News

Quem é Robert Francis Prevost, o Papa Leão XIV

Robert Francis Prevost nasceu em Chicago, nos Estados Unidos, no dia 14 de setembro de 1955. Ele ganhou fluência em espanhol durante os anos 1980, enquanto atuava como missionário agostiniano no Peru. Essa vivência lhe rendeu um profundo entendimento da realidade latino-americana, reforçando sua imagem como um possível representante das Américas como um todo.

Prevost chegou ao Vaticano após longa carreira missionária no Peru, onde serviu como pároco e professor de seminário entre 1985 e 1986 e depois de 1988 a 1998. Além disso, passou temporadas nos Estados Unidos, de 1987 a 1988 e novamente de 1998 a 2001, trabalhando na ordem agostiniana em Chicago. Portanto, ele traz uma visão que une pastoral latino-americana e conhecimento das realidades norte-americanas.

Antes de ser eleito papa, ele ocupava o cargo de prefeito do Dicastério para os Bispos, onde teve papel estratégico na nomeação de líderes eclesiásticos em todo o mundo. Em entrevista ao site do Vaticano, destacou a humildade como marca do episcopado: “O bispo é chamado autenticamente para ser humilde, para estar perto das pessoas que ele serve, para caminhar com elas, para sofrer com elas”.

Apesar da resistência histórica da Igreja a um papa americano, pelo peso político que isso poderia representar, Prevost se destaca por seu alinhamento com as ideias de Francisco, sua sensibilidade social, e sua formação agostiniana — que traz uma dimensão contemplativa e missionária à sua liderança. Críticas à sua atuação em investigações sobre abusos não impediram seu avanço entre os cardeais, que o veem como símbolo de continuidade e renovação.