
Trabalhadores da LG em Taubaté retomaram a greve na unidade nesta segunda-feira (26) após reprovarem a segunda proposta de indenização social feita pela empresa. A decisão foi tomada em assembleia na fábrica na última sexta-feira (23).
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A proposta rejeitada estabelecia pagamento das verbas rescisórias e uma indenização que variava de R$ 9,3 mil a R$ 51 mil, dependendo do tempo de casa do funcionário. A proposta também contemplava pontos como PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e extensão do plano médico até 31 de janeiro de 2022.
Para os trabalhadores da unidade, a maioria possui anos de fábrica e são mães e pais de família, por isso, o valor apresentado pela empresa ainda não é o ideal, já que ao menos 700 empregos diretos serão perdidos. Segundo a dirigente sindical na LG, a vigília 24 horas dos trabalhadores na porta da fábrica foi retomada.
Essa foi a segunda proposta de indenização social construída após negociações entre LG e Sindicato. A primeira, apresentada no dia 12 de abril, também foi reprovada pelos trabalhadores. Segundo o sindicato, as negociações com a empresa serão retomadas no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Impacto
As trabalhadoras da Blue Tech, Sun Tech e 3C mantém greve nas unidades, após também rejeitarem, no dia 20 de abril, as propostas de indenização apresentadas pelas empresas. Elas são fornecedoras da LG e já anunciaram que encerrarão as atividades em maio, onde 430 postos de trabalho serão impactados.
As demissões na LG de Taubaté podem provocar um impacto anual de R$ 44,7 milhões na economia de Taubaté. A estimativa é do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O cálculo, em resumo, leva em conta salários e PLR dos trabalhadores.