
Começou nesta segunda-feira (8) o período de suspensão temporária de um turno de produção da S10 na fábrica da General Motors (GM) em São José dos Campos. O layoff, que atinge 700 trabalhadores, precisou ser adotado diante da crise mundial dos semicondutores que afetou todo o setor automotivo.
• Leia mais notícias da região clicando aqui
A previsão é que o layoff tenha duração de dois a cinco meses, podendo ser prorrogado por mais cinco se persistir a falta de peças. A suspensão temporária dos contratos de trabalho foi aprovada pelos trabalhadores no fim de outubro, desde que houvesse a garantia da estabilidade no emprego.
Além disso, outros 300 funcionários que teriam seus contratos encerrados nos próximos meses foram efetivados com o acordo. Durante o período de suspensão, será garantido 100% do salário líquido e o pagamento do FGTS. O regime de layoff prevê que uma parte dos salários seja paga com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
Em nota, a GM confirmou a suspensão justificando uma recuperação do mercado “mais rápida do que o esperado” e o impacto global à cadeia de suprimentos da indústria automotiva a partir das paradas de produção durante a pandemia. A fábrica de São José dos Campos possui 3.800 trabalhadores e produz os modelos S10 e Trailblazer.
CONTRAMÃO
Na contramão da GM, a Volkswagen – com sede em Taubaté – anunciou na última semana que a planta do Vale do Paraíba está na rota do novo ciclo de produtos da multinacional em toda América Latina. Serão R$ 7 bilhões de investimentos até 2026. A montadora alemã também confirmou que o Polo Track será o primeiro novo modelo produzido na cidade.
A fábrica de Taubaté já está sendo preparada para produzir esse novo veículo, que é montado na plataforma MQB. O novo Polo será o primeiro modelo dessa família, com previsão de ser lançado em 2023. A Volks em Taubaté tem cerca de 3 mil trabalhadores e atualmente produz os veículos Gol e Voyage.