
O esporte de São José dos Campos terá uma equipe profissional no âmbito do voleibol feminino. A informação foi divulgada em primeira mão no programa CBN Vale Esportes desta quinta-feira (5) pelo diretor-geral do Vôlei São José, Sérgio Negrão.
O projeto terá o nome fantasia de ‘Pontz Vôlei São José’ e irá disputar a Superliga C (equivalente a terceira divisão nacional) no segundo semestre deste ano. Antes da ‘profissionalização’, o Vôlei São José Feminino era apenas um projeto de categoria de base (Sub-13, Sub-14, Sub-15, Sub-17, Sub-19 e Sub-21).
Segundo o executivo, o elenco será formado pelas jogadoras do Sub-21, através do programa Atleta Cidadão, mas com uma ‘roupagem profissional’. O planejamento, no entanto, é modesto neste primeiro momento. Segundo Sérgio Negrão, o objetivo neste ano é marcar presença, para que em 2026, o projeto possa buscar o acesso para a Superliga B (segunda divisão).
Um dos principais entraves para essa evolução está no aspecto financeiro. Embora a equipe conte com o apoio da Prefeitura e o patrocínio master Pontz Consórcio, ainda falta um montante necessário para garantir uma estrutura completa para subir de divisão.
“Antes de pensar em montar o time para a Superliga B, precisamos garantir os recursos financeiros. Se ganharmos a Superliga C este ano, teríamos que declinar a classificação, pois ainda não temos condições de disputar a B.
Quando você se inscreve na Superliga C, você já precisa ter dinheiro para jogar a Superliga B e hoje não temos essa possibilidade”, afirmou Sérgio Negrão.
Sérgio Negrão afirmou ainda que o azul e o amarelo serão as cores predominantes nos uniformes da equipe profissional feminina do Vôlei São José. Essa decisão tem o objetivo de valorizar as cores da bandeira de São José dos Campos e reforçar a parceria com a patrocinadora máster do projeto.

A Superliga C
Segundo a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), a fase regional da Superliga C Feminina ocorrerá entre 29 de julho e 4 de agosto, enquanto a fase nacional, que garante o acesso à Superliga B, está marcada para o período de 1º a 11 de outubro.
O modelo da Superliga C é diferente das demais divisões. A disputa ocorre no segundo semestre e é concentrada em regiões. O Vôlei São José irá disputar a fase regional contra quatro equipes do estado de São Paulo e uma equipe do Espirito Santo, o que aumenta a possibilidade de que a competição seja realizada em território paulista.
No entanto, a definição final cabe à CBV, que também pode optar por levar os jogos para os outros dois estados da região Sudeste, como Rio de Janeiro ou Minas Gerais. A sede da fase regional ainda não foi definida pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Já está definido que São José dos Campos não se candidatará para receber os jogos. A decisão, segundo Sérgio Negrão, foi motivada pelos altos custos envolvidos.
“O caderno de encargos torna mais caro sediar a competição do que simplesmente montar o time. Por isso, optamos por viajar, seja lá onde for realizada a fase regional.
Como é uma fase regional, a CBV pode levar para qualquer lugar, inclusive para Saquarema-RJ, que é onde fica a sede da confederação”.

Paulista
Além da Superliga C, Sérgio Negrão revelou que mantém conversas com a Federação Paulista de Volleyball (FPV) para colocar a equipe feminina do Vôlei São José na disputa do Campeonato Paulista da Segunda Divisão ainda nesta temporada.
No entanto, esse cenário segue indefinido, visto que a FPV ainda não se organizou para viabilizar a disputa do campeonato. Apesar da indefinição, existe a possibilidade, ainda que remota, de a equipe joseense pleitear uma vaga direta na Primeira Divisão do Paulista. No entanto, essa hipótese depende de um investimento considerável.
“Estamos em contato com a federação, mas eles ainda não se organizaram para viabilizar o campeonato (segunda divisão paulista), pois alegam que não há equipes suficientes para formar a competição.
Para ter vaga na Primeira Divisão, é preciso ter uma equipe competitiva. Se não for assim, a federação não autoriza a participação. Não temos um time competitivo para brigar com os grandes clubes como o SESI Bauru, Osasco e Barueri”, reconheceu Sérgio Negrão.
Desejo antigo
Em julho do ano passado, o até então presidente da Associação Amigos do Vôlei (entidade que realiza a gestão do time profissional masculino do Vôlei São José), Rodrigo Canhoto, já havia comentado sobre a possibilidade de São José dos Campos ter uma equipe profissional no âmbito do voleibol feminino.
