
Por decisão judicial do juiz Diogo Volpe Gonçalves Soares, da 3ª Vara de Ubatuba, três vereadores da cidade foram afastados de seus cargos e impedidos de frequentar a Câmara Municipal. A investigação do GAECO revela um esquema de “rachadinha”, em que os vereadores teriam exigido que parte dos salários de funcionários comissionados fosse repassada a eles.
A ação, realizada na terça-feira (29), é resultado de uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), que apura crimes como concussão, coação, cárcere privado e associação criminosa.
Entre os suspeitos afastados estão o presidente da Câmara de Ubatuba, Eugênio Zwibelberg (Avante), o vice-presidente José Roberto Campos Monteiro Júnior, conhecido como Junior Jr (Podemos), e o 2º secretário Josué D’ Menor (Podemos). Além dos parlamentares, nove servidores também foram afastados e proibidos de manter contato com pessoas ligadas ao processo.
Vítimas de coação e ameaças graves
A denúncia indica que uma vítima foi mantida em cárcere privado para evitar que denunciasse o esquema. A situação é agravada por relatos de ameaças a testemunhas, como uma que foi encontrada morta e amordaçada em agosto de 2023. No mesmo mês, o GAECO e a Polícia Civil deflagraram a Operação Corvêia, cumprindo 14 mandados de busca e apreensão.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) acusa os vereadores de desvio de salários e ameaça a testemunhas, com o objetivo de dificultar as investigações e ocultar o esquema. Os vereadores investigados, que não foram reeleitos em 2024, seguem afastados enquanto durarem as investigações.
As outras partes
A reportagem da CBN Vale entrou em contato com as defesas dos acusados para comentarem sobre a decisão do MPSP.
A defesa do vereador Júnior Jr disse em nota que o parlamentar segue sereno e com a consciência tranquila:

A defesa do vereador Eugênio Zwibelberg (Avante) informou que, por enquanto, não irá se manifestar sobre o caso.
A reportagem não obteve retorno do vereador Josué D’ Menor (Podemos) até o fechamento desta matéria, e o espaço segue aberto para manifestações.
