Trabalhadores da Urbam retomam greve após audiência sem acordo no TRT-15

Greve na Urbam. Foto: Seaac

Os trabalhadores da Urbam (Urbanizadora Municipal) retomaram a greve em São José dos Campos após assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (10), em frente à sede da empresa. A decisão foi tomada depois de uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) terminar sem acordo entre as partes.

Segundo o sindicato da categoria, cerca de 300 trabalhadores participaram da assembleia que aprovou a retomada da paralisação. O principal impasse envolve o pagamento do passivo referente ao adicional de insalubridade.

De acordo com a entidade sindical, a Urbam apresentou proposta para parcelar os valores em até 10 anos, condição considerada inviável pelos trabalhadores.

Além da questão da insalubridade, a categoria também reivindica progressão salarial, melhorias no vale-alimentação, mudanças no convênio médico e ajustes nas condições de trabalho.

A paralisação pode ganhar novas proporções ainda nesta quarta-feira (10). Isso porque os motoristas da Urbam têm assembleia marcada para as 19h30, convocada pelo Sindicato dos Condutores, para discutir possível adesão ao movimento.

Caso os motoristas também aprovem a greve, os impactos podem atingir de forma mais ampla serviços ligados à limpeza urbana, coleta seletiva, varrição e demais operações executadas pela empresa em São José dos Campos.

Esta é a segunda fase do movimento grevista. A primeira paralisação começou em abril e durou cerca de dez dias, afetando serviços públicos da cidade. Na ocasião, a greve foi suspensa após audiência no TRT-15, mas o sindicato manteve estado de greve enquanto aguardava avanço nas negociações.

Outro lado

Em nota, a Urbam informou que participou da audiência de mediação realizada no TRT-15 e reiterou que “permanece aberta ao diálogo”.

Segundo a empresa, foi apresentada uma proposta com aumento salarial e reajuste no vale-refeição, levando em consideração as limitações financeiras da companhia e a necessidade de preservar o equilíbrio econômico para manter os serviços prestados à população.

No entanto, a Urbam afirmou que o sindicato não aceitou os termos oferecidos, o que inviabilizou um acordo nesta etapa. Com isso, o dissídio coletivo seguirá para julgamento no Tribunal.

Por fim, a empresa reforçou o compromisso com os trabalhadores, com a gestão responsável dos recursos públicos e com a manutenção dos serviços essenciais em São José dos Campos.