
Nesta sexta-feira (6), um mecânico de manutenção teve os dedos da mão direita prensados durante o trabalho na fábrica da General Motors (GM), em São José dos Campos. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.
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Segundo o Sindmetal, o acidente aconteceu no final do primeiro turno, quando o mecânico fazia a manutenção em uma máquina na área de transmissão. Durante a troca das placas de ímã da montagem do motor, a mão do metalúrgico foi prensada. Parte do dedo mínimo foi amputada.
O mecânico, que trabalha na GM há cerca de 16 anos, foi socorrido e levado para o hospital, onde passará por cirurgia.
De acordo com o sindicato, a causa do acidente foi a falta de equipamentos adequados para a manutenção de máquinas.
Alerta de risco
O Sindmetal informou que a Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) abriu investigações preliminares e já identificou falhas de segurança no setor, como a improvisação para a retirada das placas magnéticas. Na área, não há um local seguro para fazer a remoção desse tipo de peça.
Além disso, a Cipa verificou que, durante a manutenção na máquina, o mecânico realizou a análise de risco e descreveu que, ao efetuar o deslocamento das placas magnéticas, precisou de “atenção redobrada para evitar o ponto de prensamento entre elas”, o que demonstra a preocupação dele com a operação.
A Cipa e o Sindicato acompanham o caso.
Acidentes na GM
Nos últimos três anos, 231 trabalhadores se acidentaram nas dependências da GM, em São José dos Campos. De 2020 para 2021, o número de CATs abertas mais que dobrou, passando de 25 para 62.
“Esses acidentes acendem um alerta em todo o complexo da GM. Muitos deles envolveram prensamentos de mãos e dedos. É uma situação grave e que deve ser solucionada pela fábrica. Exigimos segurança e os equipamentos necessários à manutenção da saúde e da integridade física de todos os trabalhadores”, afirma Rafael Moreira, vice-presidente da Cipa da GM.
