Caoa Chery aceita prosposta do Sindicato de layoff e estabilidade até janeiro para os demitidos da planta de Jacareí

Trabalhadores em frente à Caoa Chery, em Jacareí
(Foto: Roosevelt Cássio)

Após a Caoa Chery anunciar, nesta quinta-feira (5), que irá demitir 600 funcionários e paralisar a produção de veículos na fábrica de Jacareí, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, reivindicou a manutenção dos empregos na montadora enquanto durarem as negociações com a entidade.

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O Sindicato propôs à empresa que conceda licença remunerada a todos os trabalhadores no mês de maio e realize um layoff (suspensão temporária dos contratos) durante cinco meses, de junho a outubro, com mais três meses de estabilidade. Horas depois da reunião, a direção da Caoa Chery entrou em contato com o Sindicato e informou que aceitou a proposta de layoff.

Desde 21 de março deste ano, os trabalhadores da produção cumprem licença remunerada, em Jacareí.

Além disso, o Sindicato convocou uma assembleia com todos os trabalhadores da Caoa Chery nesta sexta-feira (6), às 10 horas, na subsede da entidade em Jacareí (Rua José de Medeiros, 80 – Centro). O objetivo é iniciar a mobilização em defesa dos empregos junto ao poder público e à direção da fábrica.

Essa não é a primeira montadora que anuncia o fechamento durante o processo de desindustrialização que passa o Brasil. O mesmo aconteceu com a Ford e a Toyota.

Caoa Chery

De acordo com o Sindmetal, em 2021, a Caoa Chery bateu recorde de vendas, com 39.746 emplacamentos ao longo do ano. Isso representa um crescimento de 97% na comparação com 2020, enquanto o mercado brasileiro de automóveis cresceu apenas 3% no período.

Somente no terceiro trimestre do ano passado, a montadora contratou cerca de 280 empregados na planta de Jacareí para suportar a alta perspectiva de produção para 2022, cuja expectativa de vendas é de 20 mil unidades a mais que no ano passado.

A fábrica da Chery foi inaugurada em Jacareí no dia 28 de agosto de 2014. Em 2017, metade da operação da montadora chinesa no Brasil foi comprada pelo Grupo Caoa.