Tarcísio decreta estado de emergência para dengue em São Paulo

tarcísio de Freitas em reunião. Tarcísio decreta estado de emergência para dengue em São Paulo
(Foto: Mônica Andrade/Governo de SP)    tarcísio decreta

O governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) decretou estado de emergência para a dengue no Estado. A decisão foi tomada pelo Centro de Operações de Emergências (COE), grupo coordenado pela Secretaria Estadual da Saúde, e oficializada na manhã de terça-feira (5) com a publicação do decreto no Diário Oficial.

A medida ocorre após São Paulo atingir 311 casos confirmados da doença para cada grupo de 100 mil habitantes na segunda-feira (4), totalizando 138.259 casos confirmados de dengue, considerando a população de 44 milhões de habitantes (44.411.238, segundo o IBGE).

Desde a semana passada, o crescimento de casos da doença em São Paulo já chamava a atenção. Na quinta-feira (29/2), 116 cidades estavam em situação epidêmica de dengue, segundo  dados da Secretaria Estadual da Saúde. Nesta terça-feira, o governo anunciou que o número de municípios paulistas que vivem uma epidemia de dengue chegou a 131.

O estado registrou mais quatro mortes por dengue nesta segunda-feira (4), de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde. Com isso, o total de vítimas em municípios paulistas chega a 31 em 2024. Outras 122 mortes são investigadas.

Impacto do Decreto – tarcísio decreta

O decreto permite que os gestores públicos destinem recursos para combater a doença com maior celeridade e sem necessidade de licitação, além de aporte do Ministério da Saúde. 22 dos 645 municípios do estado já decretaram emergência.

De acordo com o COE, o decreto ainda prevê uma liberação de recurso do governo federal, tanto para o estado quanto aos municípios. “É um recurso limitado, não temos nem a estimativa do valor global ainda. Mas qualquer recurso ajuda”, completou Priscilla.

O governo também pretende ampliar o número de equipamentos de fumacê. Hoje são cerca de 600 no estado. O plano de ação prevê a compra de novos, mas é necessária aprovação do Ministério da Saúde – o que já está sendo negociado.