
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que Carlos Eduardo Barbosa Vieira, de 25 anos, investigado por matar a ex-namorada, a estudante de Direito Lívia Berthoud, de 23 anos, foi incluído na última segunda-feira (21) na Divisão de Ações de Segurança Hospitalar, antigo Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário de São Paulo.
Carlos Eduardo teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva pela Justiça. A decisão foi tomada durante audiência de custódia, realizada após a prisão pelo crime de feminicídio e por descumprimento de medida protetiva.
O suspeito não participou da audiência porque permanecia internado em um hospital sob escolta policial. Após a transferência para a unidade do sistema penitenciário, ele permanece à disposição da Justiça.
Crime
Lívia Berthoud, de 23 anos, foi morta a tiros na manhã do dia 10 de agosto, em uma praça de Pindamonhangaba. Segundo familiares, ela e Carlos Eduardo mantiveram um relacionamento por cerca de quatro anos e estavam separados havia alguns meses.
Ainda de acordo com a família, Carlos não aceitava o fim do relacionamento. Lívia tinha uma medida protetiva contra ele após episódios de violência doméstica.
Após o crime, Carlos Eduardo foi localizado ferido em um imóvel e levado para a Santa Casa de Pindamonhangaba. A polícia suspeita que ele tenha tentado tirar a própria vida.
Durante as diligências, os policiais apreenderam um revólver calibre 38, celulares, uma pequena quantidade de droga e outros objetos. Segundo o boletim de ocorrência, o nome de Lívia foi encontrado escrito com sangue em um espelho do imóvel. A investigação é conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Pindamonhangaba.
Estudante foi sepultada
Lívia foi sepultada no dia seguinte ao crime, em Pindamonhangaba. O cortejo reuniu familiares, amigos, colegas da faculdade e do trabalho.
A jovem cursava o 10º semestre de Direito na Universidade de Taubaté (Unitau) e fazia estágio no Ofício das Execuções Criminais de Taubaté, vinculado ao Tribunal de Justiça de São Paulo.
Em nota, a Unitau lamentou a morte da estudante e prestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas e professores. A universidade também afirmou repudiar qualquer forma de violência.

