
A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Carlos Eduardo Barbosa Vieira, de 25 anos, suspeito de matar a ex-namorada, a estudante de Direito Lívia Berthoud, de 23 anos, em Pindamonhangaba.
A decisão foi tomada nesta terça-feira (11), durante audiência de custódia. Carlos Eduardo não participou da audiência porque permanece internado em um hospital, sob escolta policial. Após o crime, ele foi preso em flagrante pelos crimes de feminicídio e descumprimento de medida protetiva.
Lívia foi morta a tiros na manhã de segunda-feira (10), em uma praça no Jardim São Domingos. Segundo familiares, ela e Carlos Eduardo mantiveram um relacionamento por cerca de quatro anos e estavam separados havia alguns meses.
Ainda conforme a família, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento. Lívia tinha uma medida protetiva contra ele após episódios de violência doméstica.
A investigação segue sendo conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Pindamonhangaba. Com a conversão da prisão em flagrante para preventiva, Carlos Eduardo permanece à disposição da Justiça enquanto o caso é investigado.
Suspeito foi encontrado ferido
Após o crime, Carlos Eduardo foi localizado ferido em um imóvel e levado para a Santa Casa de Pindamonhangaba. A polícia suspeita que ele tenha tentado tirar a própria vida depois de matar a ex-namorada.
Durante as diligências, os policiais apreenderam um revólver calibre 38, celulares, uma pequena quantidade de droga e outros objetos. Segundo o boletim de ocorrência, o nome de Lívia foi encontrado escrito com sangue em um espelho do imóvel.
Estudante foi sepultada
Lívia foi sepultada na manhã desta terça-feira, em Pindamonhangaba. O cortejo até o Cemitério Municipal reuniu familiares, amigos, colegas da faculdade e do trabalho.
A jovem cursava o 10º semestre de Direito na Universidade de Taubaté (Unitau) e fazia estágio no Ofício das Execuções Criminais de Taubaté, vinculado ao Tribunal de Justiça de São Paulo.
Em nota, a Unitau lamentou a morte da estudante, prestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas e professores e afirmou repudiar qualquer forma de violência.
A universidade também informou que a memória de Lívia será lembrada nas atividades promovidas nesta semana em referência aos 20 anos da Lei Maria da Penha.
