Ronaldinho Gaúcho recebe direito de ficar em silêncio na CPI das Criptomoedas

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, garantiu que o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, poderá ficar em silêncio no depoimento que irá prestar nesta terça-feira (22), referente à CPI das Pirâmides Financeiras, da Câmara dos Deputados.

Na decisão, o ministro garantiu que Ronaldinho poderá ser assistido por seu advogado e não poderá sofrer nenhum tipo de constrangimento.

O ex-jogador foi convocado a depor por conta de um possível envolvimento com um esquema de fraude em investimentos em criptomoedas. A defesa de Ronaldinho alega que ele teria sido vítima de uso indevido de nome e imagem sem autorização.

O irmão e ex-empresário de Ronaldinho, Roberto de Assis Moreira, também foi convidado para depor com os mesmos direitos do ex-jogador.

Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao todo 11 empresas são investigadas por fraudes em investimentos em criptomoedas, suspeitas de divulgarem informações falsas e enganarem as vítimas sobre a rentabilidade do rendimento, atraindo pessoas a caírem no golpe.

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Justiça Federal condena hacker da Lava Jato a 20 anos de prisão

Justiça Federal condenou nessa segunda-feira (21), o hacker Walter Delgatti a 20 anos de prisão no processo da Operação Spoofing, deflagrada pela Polícia Federal em 2019. A sentença foi proferida pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília. Cabe recurso contra a decisão.

Delgatti foi preso em 2019 por suspeita de invadir contas de autoridades no Telegram, entre elas, de integrantes da força-tarefa da Lava Jato, como o ex-procurador Deltan Dallagnol.

Além de Delgatti, mais seis acusados também foram condenados pelas invasões de celulares. Além dos ex-procuradores da Lava Jato, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e conselheiros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) também tiveram mensagens acessadas ilegalmente.

No início deste mês, Delgatti foi preso pela Polícia Federal (PF) em função de outra investigação, a invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Os policiais investigam se o ato foi promovido por Delgatti a mando da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). De acordo com as investigações, o hacker teria emitido falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.