Rodrigo Garcia falou sobre desindustrialização, pandemia, intenções de voto e segurança pública durante a sabatina na ACI (Associação Comercial e Industrial), em São José dos Campos
Julia Lopes | 01.09.22
São José dos Campos

Nesta quinta-feira (1º), Rodrigo Garcia, candidato ao Governo de São Paulo pelo PSDB, participou de sabatina em São José dos Campos. O evento contou com a participação de políticos do partido, como o candidato ao senado, Edson Aparecido; o deputa federal, Eduardo Cury; o prefeito de Jacareí, Isaias Santana; entre outras autoridades.
• Leia mais notícias da região clicando aqui
Antes da sabatina, Rodrigo Garcia fez um breve passeio pelo centro da cidade, passando pelo Mercadão e Calçadão de São José.
Intenções de Voto
A pesquisa do Ipec (ex-Ibope) divulgada na última terça-feira (30), para o cargo de governador de São Paulo, revelou que Fernando Haddad (PT) lidera a disputa com 32% das intenções de voto, seguido por Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem 17%, e Rodrigo Garcia (PSDB), com 10%.
Enquanto Haddad e Rodrigo oscilaram positivamente dentro da margem de erro, Tarcísio cresceu cinco pontos percentuais e se isolou como segundo colocado. Ao ser perguntando como poderia reverter esse quadro há um mês das eleições, Rodrigo Garcia, agradeceu as intenções de voto que já possui e disse que irá correr atrás daquelas que precisar ter. “Nós vamos fazer isso com a campanha, com os debates, sabatinas, com apoio de prefeitos e prefeitas, de deputados, candidatos, que sabem o que minha candidatura representa e que estão conversando com as pessoas”, disse.
Para Rodrigo Garcia, às eleições gerais despertam curiosidade e paixão nos candidatos à presidência e pouca em candidatos a governador, senador e deputados. Para ele, a curiosidade começa a aparecer nos últimos 15 dias de campanha eleitoral. “Eu estou muito otimista com a candidatura, muito animado com os próximos 30 dias, tenho certeza que a minha mensagem vai chegar para os quatro cantos de São Paulo. Estou muito otimista, vou para o segundo turno e espero ser escolhido como governador de São Paulo”, finalizou o candidato.

Violência na RMVale
Questionado sobre a crescente violência no Vale do Paraíba, região que lidera o maior número de vítimas de homicídio do interior do estado de São Paulo desde 2009, Rodrigo Garcia disse que regionalmente os problemas são sérios em relação aos crimes contra a vida no Vale do Paraíba.
Caso seja reeleito governador, disse que irá entrar numa guerra permanente contra o crime e deu exemplo da Operação Sufoco para combater aos crimes patrimoniais, responsável por diminuir os índices de roubos no primeiro semestre.
O candidato falou também que investirá mais em tecnologia, como filmagens inteligentes dentro das viaturas policiais, ampliação do efetivo da Polícia Civil e da Polícia Militar, além de investir em inteligência para combater o crime organizado e o tráfico de drogas no eixo Rio-São Paulo.

Rodrigo Garcia e Doria
Em relação ao ex-governador João Doria, perguntando se ele participaria de seu governo caso fosse reeleito, Rodrigo Garcia disse que João Doria deixou a vida pública e por isso não é tema desta eleição.

Trem de Carga
O candidato falou ainda que a participação do governo federal no Estado de São Paulo é pequena. “Nós vivemos durante muito tempo um distanciamento do governo central e do governo de SP, e depois tivemos a briga recente do Bolsonaro e do Doria e não veio dinheiro para cá, nós somos sustentados pelo nosso orçamento. São Paulo não é mais locomotiva do Brasil, é o trem de carga. Nós mandamos muito imposto e não volta quase nada”, disse o tucano.

Pandemia
Em uma análise das medidas adotados pelo Governo do Estado de São Paulo no combate a Covid-19, na época comandado por João Doria, Rodrigo Garcia disse que as decisões da quarentena não foram exclusivas do Governo de SP. Mesmo com as restrições, o candidato contou que o PIB do Estado cresceu cinco vezes mais que o Brasil.

Desindustrialização
Rodrigo Garcia disse que o Brasil e São Paulo estão se desindustrializando, mas que SP se desindustrializou menos por conta das vantagens competitivas do Estado. Como proposta para manter as indústrias montadoras no estado, o candidato disse que vai incentivar produção de veículos com energia híbrida com etanol.
Como parte de seu plano para as indústrias, Rodrigo disse que irá reduzir os impostos e aproveitar os benefícios fiscais para redirecionar em setores estratégicos, como empresas de tecnologia e inovação, além de colocar dinheiro privado em inovação por meio de matriz de análise de risco.
“O Vale do Paraíba é o Vale do Silício brasileiro, é a região mais industrializado do Brasil e ela só vai continuar assim desde que a gente faça nossas escolhas. E as minhas escolhas estão muitos claras em termos dos setores estratégicos que vão receber todo apoio do estado para geração de emprego e produção do conhecimento em São Paulo”, disse Garcia.


