Presidente do Sindpesp aponta dificuldades enfrentadas pelos policiais civis do Estado de SP

A Polícia Civil de SP possui déficit que supera 15 mil policiais civis.

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(Foto: Divulgação)

Delegacias e viaturas abandonadas, distritos funcionando sem delegados e com a população atendida por estagiários cedidos pelos municípios no lugar de policiais civis. Essa é apenas uma amostra da real situação enfrentada pelos cidadãos que buscam socorro da Polícia Civil no interior paulista.

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A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), Raquel Gallinati, contou em entrevista à CBN Vale que a situação de trabalho dos policiais civis do estado é caótica. Dentre uma delas, é a falta de coletes balísticos para 40% dos policiais, além da falta de estrutura das delegacias e o déficit que supera 15 mil policiais. Resultado disso, é o aumento da criminalidade e da insegurança da população.

Salários baixos afastam talentos

Para a presidente do Sindpesp, o problema mais grave é o déficit de policiais que supera 15 mil. De acordo com Raquel Gallinati, na região do Deinter 1 de São José dos Campos, 16 municípios não possuem delegados exclusivos e o déficit é de 25% de policiais a menos do que deveria ter. Além disso, os salários também são um dos problemas enfrentados pelos policiais civis, sendo um dos piores da federação.

A presidente do sindicato ressaltou ainda que o reajuste salarial de 20% para as forças de segurança pública no estado não foi suficiente, sendo apenas uma recomposição da inflação do período do atual governo.

Outro efeito da falta de policiais é que delegacias de 300 municípios do interior paulista funcionam sem um delegado e são atendidas por profissionais de cidades vizinhas. Raquel Gallinati contou que há um déficit de 868 delegados de polícia no estado.

Atividade Delegada

Por fim a presidente do Sindpesp criticou a atividade delegada, pois mesmo com déficit de policiais, falta de estrutura e com os priores salários do Brasil, ela conta que com a atividade delegada o Estado “escraviza” os agentes de segurança, impedindo que o policial tenha convívio familiar e horário de descanso, sobrecarregando os funcionários ainda mais.

Ouça a matéria de Julia Lopes: