Durante uma operação de patrulhamento no mar territorial de Ubatuba, nesta quarta-feira (24), a Polícia Ambiental realizou o resgate de um pinguim de Magalhães debilitado. A ação ocorreu nas proximidades da Ilha Rachada e foi conduzida pela equipe do 3º Batalhão de Polícia Ambiental.
Os policiais militares avistaram a ave durante o patrulhamento e, utilizando uma embarcação de patrulha, conseguiram capturar o pinguim com o auxílio de outra embarcação.
Após o resgate, o pinguim foi levado para a base do Pelotão Marítimo. Uma bióloga do Instituto de Conservação foi chamada para cuidar da ave, garantindo que recebesse o tratamento adequado.
Com a chegada do inverno, uma cena curiosa se desenrola ao longo do litoral norte paulista. Todos os anos, nesta época, um grupo especial de visitantes retorna às praias da região: os pinguins.
Originários de regiões geladas do hemisfério sul, essas aves migratórias viajam em busca de águas mais quentes para se alimentar e reproduzir.
De acordo com o Instituto Argonauta, projeto de conversação marinha, os animais podem ser vistos em Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião. Isso porque alguns pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) podem acabam se perdendo da corrente marítima e chegam às praias, principalmente os mais jovens.
Somente neste ano, o instituto já encontrou 43 pinguins em praias do Litoral Norte paulista. Deste número, 24 estavam vivos e 19 mortos. Outros 11 estão em processo de reabilitação, para depois serem reintegrados na natureza.
Temporada de pinguins – Polícia Ambiental
O Instituto afirma que os primeiros animais chegaram à região em maio. No entanto, é a partir de julho que a temporada de pinguins se intensifica. Essas visitações continuam setembro.
Anualmente, eles eles deixam as águas da Patagônia Argentina em direção ao oceano do sudeste brasileiro.
Especialistas da entidades apontam que muitos dos pinguins chegam debilitados, exaustos, desnutridos e com algumas doenças adquiridas no percurso. Eles sofrem ainda com os impactos causados pelo ser humano, como as mudanças climáticas e a diminuição de alimentos disponíveis na natureza.
Fora de seu habitat natural, eles enfrentam riscos como a poluição marinha e a ingestão de lixo, que contribuem para a mortalidade de alguns animais, mesmo após o resgate.
WhatsApp
Usamos cookies essenciais e tecnologias para garantir que oferecemos a melhor
experiência em nosso site, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.