
Pesquisa desenvolvida pelo Ministério da Saúde apontou aumento no número de casos de bruxismo no cenário pós pandemia de Covid-19. O levantamento constatou que a relação entre estresse, ansiedade e qualidade do sono foram os fatores psicossomáticos que proporcionaram um aumento nos casos no Brasil, envolvendo principalmente as mulheres.
Para falar sobre bruxismo, a cirurgiã-dentista e professora, Dra. Marina Amaral, foi entrevistada no Jornal CBN Vale 1ª Edição da última terça-feira (23).
Ela explicou o que é bruxismo, seus sintomas e tipos de tratamento. A doutora Marina também falou sobre a DTM, disfunção temporomandibular que prejudica a articulação e a musculatura da mastigação.
Para entender melhor as duas patologias, a Dra. marina Amaral destacou na entrevista pontos importantes sobre o bruxismo e o DTM, e alertou sobre quais as atitudes necesárias que a população deve desenvolver para evitar o surgimento das doenças.
Bruxismo diurno e noturno
O Bruxismo diurno, ou de vigília, se caracteriza pelo hábito que a pessoa desenvolve de apertar ou encostar os dentes, ou mesmo tensionar a mandíbula sem encostar os dentes durante o dia.
O Bruxismo noturno ocorre durante o sono, deste modo, a pessoa não percebe que está apertando ou rangendo os dentes, fazendo o movimento de forma involuntária. Este Bruxismo só é identificado por alguém que esteja relativamente próximo a pessoa, pelo surgimento dos sintomas ou também pelo seu dentista.
Usar placas oclusais para dormir auxiliam e evitam consequências mais graves como a perda dentária. A fisioterapia é outro tipo de tratamento que pode ser feito para relaxamento da musculatura da face, melhorando os movimentos da mandíbula, e aliviando a tensão muscular causada pelo ato de ranger os dentes.

Disfunção Temporomandibular (DTM)
A DTM é a causa mais comum de dor orofacial. Ela afeta a articulação temporomandibular, a musculatura da mastigação e as estruturas vizinhas, como por exemplo, o ouvido. Além da dor na face podem estar presentes dificuldade para abrir a boca e ruídos, como estalos, durante a mastigação ou mesmo zumbidos no ouvido. Dor de cabeça e dor no pescoço também podem acompanhar o quadro.
Geralmente, mulheres na faixa dos trinta anos de idade e pacientes que sofrem com o bruxismo constituem a população mais afetada. Não existe um tratamento único para o quadro. Baseia-se, principalmente, na contenção dos fatores causais e no alívio dos sintomas.
Diagnóstico
Nos dois casos, a Dr. Marina Amaral aconselha que o paciente deve procurar um cirurgião dentista para um diagnóstico correto da patologia. Nos casos de confirmação de bruxismo ou DTM, o paciente passará por cuidados especiais para aliviar os sintomas das doenças. Em alguns casos é possível encontrar a cura, mas isso vai depender do nível da doença em cada paciente.
A Dra. Marina Amaral possui graduação em Odontologia e mestrado em Ciências Odontológicas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). É especialista em Prótese Dentária e professora do departamento de Odontologia da Universidade de Taubaté (UNITAU), nas disciplinas de Prótese Dentária, e docente permanente do Programa de pós-graduação em Odontologia, na área de concentração de prótese dentária, da UNITAU.
