
O CRECI-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do estado de SP) realizou recentemente um levantamento com 65 imobiliárias e corretores em 14 cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte, para saber mais sobre o perfil de quem quer comprar ou alugar um imóvel.
A Rádio CBN Vale entrevistou na última sexta-feira (24) José Augusto Viana Neto, presidente do CRECI-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de SP), para falar sobre essa pesquisa de Venda e Locação de imóveis na região do Vale.
O Estudo foi realizado nas cidades de Caçapava, Cachoeira Paulista, Campos do Jordão, Caraguatatuba, Cruzeiro, Jacareí, Lorena, Pindamonhangaba, Roseira, Santa Branca, São José dos Campos, São Sebastião, Taubaté e Ubatuba.
Os dados apontam que na comparação entre Outubro/21 e setembro/21, as vendas de casas e apartamentos na Região do Vale subiram 0,32%. As locações tiveram um aumento bastante expressivo: 57,66%. O total de imóveis vendidos ficou dividido da seguinte forma: 66,67% para casas e 33,33% para apartamento
O ano de 2020 foi bastante impactado pela pandemia da Covid-19, causando preocupação de quem mora do aluguel, bem como para o proprietário, que tentou ao máximo não cair em prejuízo. Viana falou sobre o assunto:
“Tivemos muitas dificuldades pelo ‘lockdown’, comerciantes não tinham como pagar o aluguel dos estabelecimentos além do aluguel de suas casas. O Creci-SP foi fundamental para intermediar muitas negociações que chegaram a um acordo bom para as partes, cerca de 85% dos casos analisados, foram resolvidos. Outo fator importante foi a mudança do índice de reajuste, deixando de usar o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) que chegou a 37,4% em 2021 (nos 12 meses até maio) por índices menos agressivos. Os proprietários compreenderam, e hoje o IGP-M deixa de ser tão usado como anteriormente nos contratos de locação”.
Perfil dos inquilinos
A pesquisa também demonstrou que os novos inquilinos da Região de Vale do Paraíba deram preferência à locação de casas com 78,18% em comparação aos apartamentos, que registraram apenas 21,82% de interesse.
“Esse fenômeno foi observado nesse período da pandemia da Covid-19, isso porque, antes, a preferência pelo apartamento sempre foi superior, e depois com o home office, houve uma inversão, as pessoas começaram a sair dos apartamentos e foram para as casas, procurando por espaços maiores e alinhado à qualidade de vida”.
Viana também destacou que esse crescimento envolve, principalmente, a classe média “baixa”, porque 73,17% das locações são de imóveis de até R$ 1.250, o que indica uma renda familiar abaixo de R$ 4 mil.
Outro fator importante é a localização. De acordo com o estudo, cerca de 64,47% desses imóveis estão localizados nas periferias; 17,11% nas regiões centrais; já imóveis em áreas nobres, são apenas 18,42%.
