
A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (17) a Operação Puruba, que investiga crimes ambientais de destruição ou danificação de floresta considerada de preservação permanente, parcelamentos irregulares do solo, associação criminosa, entre outros delitos em cidades do Litoral Norte e Vale do Paraíba.
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Em nota a Polícia Federal, disse que os investigados invadem áreas de preservação permanente na Praia da Puruba, desmatam e cercam o terreno, seguindo com construções de imóveis para revenda a terceiros.
Os fatos investigados aconteceram e ainda acontecem na Praia da Puruba, em Ubatuba e também atingem terrenos de Marinha. Um dos investigados também é suspeito de práticas violentas contra moradores da localidade que forem contra as ações criminosas, inclusive há suspeitas de portar arma de fogo ilegalmente, motivo pelo qual foi determinada sua prisão preventiva por parte do Poder Judiciário de Caraguatatuba.
Após as diligências a Polícia Federal irá recolher os depoimentos dos investigados e o processo investigatório criminal será encaminhado ao Poder Judiciário Federal e Ministério Público Federal para análise.
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Mortes de adolescentes por PMs caem com uso de câmera corporal em SP
Após a adoção das câmeras corporais portáteis por alguns batalhões da Polícia Militar de São Paulo, o número de crianças e adolescentes mortos em intervenções de policiais militares em serviço caiu 66,3% em 2022, na comparação com 2019. A letalidade de negros caiu cerca de 64%, porém essa população continua sendo três vezes mais atingida em intervenções policiais.
Os dados constam da pesquisa As Câmeras Corporais na Polícia Militar do Estado de São Paulo: Processo de Implementação e Impacto nas Mortes de Adolescentes, divulgada hoje (16) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Segundo o estudo, 102 adolescentes morreram no estado de São Paulo após intervenções policiais em 2019, quando o dispositivo não era usado. Já no ano passado, com a tecnologia adotada por 62 dos 135 batalhões do estado, esse número caiu para 34.
Ao comparar os dados com o ano de 2017 (primeiro ano da série histórica), quando 177 adolescentes foram mortos por policiais em serviço, a queda chegou a 80%. “Os adolescentes, que eram o principal grupo com a maior taxa de mortalidade em intervenções policiais, deixou de ser o principal grupo em 2022”, informou a coordenadora do estudo Samira Bueno, que é diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.