
A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros abriram, nesta terça-feira (23), a Operação Estiagem 2023 em São José dos Campos, com uma ação de caráter orientativo à população.
• Leia mais notícias da região clicando aqui
A operação teve início com os agentes da Defesa Civil e os bombeiros abordando as pessoas na Praça da Igreja Martiz, no Centro, para falar da importância de prevenir as queimadas e os incêndios, que são muito comuns nessa época do ano, devido a chegada do Inverno.
A Defesa Civil fez a distribuição da cartilha Dona Brasa, que lista uma série de ações preventivas que as pessoas podem adotar além de canais de denúncias.
Dados em São José dos Campos
O Corpo de Bombeiros atendeu, somente neste mês de maio, 36 ocorrências em São José dos Campos, com registro de incêndio em vegetação, que atingiram quase 23.000 metros quadrados (cerca de 3 campos de futebol), além de quedas de balão (que oferece inúmeros riscos).
Próximas de ações da Operação Estiagem 2023
26/5 – Curso de Brigada para agentes e voluntários já cadastrados da Defesa Civil (Bombeiros Vila Betânia);
31/5 – Curso de APH para agentes e voluntários já cadastrado da Defesa Civil (Casa do Café – Parque da Cidade);
3/6 – Curso de Brigada para agentes e voluntários já cadastrado da Defesa Civil (Bombeiros Vila Betânia).
*informações, PMSJC
Saiba mais
Fundador do Cemaden projeta aumento nas queimadas nos próximos meses
O fundador do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e pesquisador da USP (Universidade de São Paulo), Carlos Nobre, projetou nesta sexta-feira (5) que haverá um aumento considerável no número de queimadas no Brasil, devido às fortes ondas de calor e seca.
Tradicionalmente, esse período do ano (entre maio a agosto) é marcado pela diminuição da quantidade de chuvas no Brasil, devido a chegada do Outono e do Inverno.
Ao repórter Pedro Bavuso, da CBN Vale, Carlos Nobre explicou essa tendência climática que haverá no Brasil nos próximos meses.
“Com as mudanças climáticas e com o nível muito alto de desmatamento e degradação florestal, a tendência é o aumento de risco de queimadas, já que estamos em uma onda de calor e seca muito forte, e isso é o sinal para o fogo se espalhar com mais facilidade”.
Ele ainda afirmou que o fogo utilizado na agropecuária brasileira e os crimes que acontecem na floresta amazônica afeta nesse problema da onda de calor e da falta de chuva.
“Infelizmente, o fogo ainda é muito utilizado pela agropecuária brasileira e pelo crime que são cometidos na floresta amazônica. É muito importante políticas que diminuam o uso do fogo, como é utilizado na pecuária moderna, além de combater o crime na floresta amazônica”.
Por fim, o fundador do Cemaden alertou sobre os investimentos que precisam ser feitos nessa área de monitoramento e pesquisas de desastres geo-hidrológicos, seca e programas de redução de risco de desastres, que é o principal foco de trabalho do centro.
“Hoje já há sistemas que medem o risco de encostas deslizarem, mas o Cemaden tem poucas unidades desse sistema. Precisamos expandir muito, porque o deslizamento em encostas é o que causa o maior número de mortes em todos os desastres aqui no Brasil. O Cemaden já tem modelos matemáticos que analisam e preveem o risco em função da chuva, mas agora precisa ter um sensor instalado nas encostas que receba alertas de deslizamentos, além de aumentar, de 10 a 50, o número de radares meteorológicos, além de um supercomputador para processar essa gigantesca quantidade de dados”.