
O fundador do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e pesquisador da USP (Universidade de São Paulo), Carlos Nobre, projetou nesta sexta-feira (5) que haverá um aumento considerável no número de queimadas no Brasil, devido às fortes ondas de calor e seca.
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Tradicionalmente, esse período do ano (entre maio a agosto) é marcado pela diminuição da quantidade de chuvas no Brasil, devido a chegada do Outono e do Inverno.
Ao repórter Pedro Bavuso, da CBN Vale, Carlos Nobre explicou essa tendência climática que haverá no Brasil nos próximos meses.
“Com as mudanças climáticas e com o nível muito alto de desmatamento e degradação florestal, a tendência é o aumento de risco de queimadas, já que estamos em uma onda de calor e seca muito forte, e isso é o sinal para o fogo se espalhar com mais facilidade”.
Ele ainda afirmou que o fogo utilizado na agropecuária brasileira e os crimes que acontecem na floresta amazônica afeta nesse problema da onda de calor e da falta de chuva.
“Infelizmente, o fogo ainda é muito utilizado pela agropecuária brasileira e pelo crime que são cometidos na floresta amazônica. É muito importante políticas que diminuam o uso do fogo, como é utilizado na pecuária moderna, além de combater o crime na floresta amazônica”.
Por fim, o fundador do Cemaden alertou sobre os investimentos que precisam ser feitos nessa área de monitoramento e pesquisas de desastres geo-hidrológicos, seca e programas de redução de risco de desastres, que é o principal foco de trabalho do centro.
“Hoje já há sistemas que medem o risco de encostas deslizarem, mas o Cemaden tem poucas unidades desse sistema. Precisamos expandir muito, porque o deslizamento em encostas é o que causa o maior número de mortes em todos os desastres aqui no Brasil. O Cemaden já tem modelos matemáticos que analisam e preveem o risco em função da chuva, mas agora precisa ter um sensor instalado nas encostas que receba alertas de deslizamentos, além de aumentar, de 10 a 50, o número de radares meteorológicos, além de um supercomputador para processar essa gigantesca quantidade de dados”.
Essa fala de Carlos Nobre acontece no mesmo dia da visita da ministra do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) ao Cemaden.
Na visita, a chefe da pasta conheceu as instalações do centro, que tem seu trabalho voltado ao monitoramento e pesquisas de desastres geo-hidrológicos, seca e programas de redução de risco de desastres.
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MCTI assina contrato de investimento para os setores aeronáutico e espacial em São José dos Campos
O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e a Finep (Financiadora de Estudos e Projeto) assinaram nesta sexta-feira (5), em São José dos Campos um contrato de investimento no valor de R$ 360 milhões para o desenvolvimento de tecnologias dos setores aeronáutico e espacial.
Esses recursos, segundo a Pasta, são de subvenção econômica à inovação do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e, portanto, não reembolsáveis.
Um dos contratos, assinado com a Visiona Tecnologia Espacial S.A no valor de R$ 219 milhões, representa o maior valor em subvenção econômica concedido pela Finep em toda a sua história. O segundo maior, de R$ 120 milhões, foi firmado com a empresa Embraer. Foram assinados também contratos com as empresas Akaer e ACS.
Os contratos foram assinados pela ministra Luciana Santos durante evento em comemoração aos 30 anos da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB). O vice-governador, Felicio Ramuth (PSD), também esteve presente na assinatura.

