OMS e UNICEF alertam para queda da cobertura vacinal: 25 milhões de crianças não foram imunizadas em 2021

Bebê sendo vacinado por enfermeira. Matéria fala sobre a baixa cobertura vacinal em crianças no Brasil
(Rovena Rosa/Ag. Brasil/cobertura vacinal)

Uma em cada cinco crianças em todo o mundo não recebeu nenhuma vacina ou não completou o esquema de doses necessário para ficar completamente imunizada contra doenças para as quais existem vacina.

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O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Unicef.

Dados globais mostram que a cobertura vacinal caiu cinco pontos percentuais entre 2019 e 2021, no que foi a maior queda contínua nas vacinações infantis em cerca de 30 anos.

Com isso, a porcentagem de crianças que receberam três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche, a chamada DTP3, caiu para 81%.

Significa que, em todo o mundo, 25 milhões de crianças perderam uma ou mais doses de DTP por meio de serviços de vacinação de rotina no ano retrasado – 6 milhões de crianças a mais do que em 2019.

Aqui no Brasil, no período analisado, entre 2019 e 2021, 1,6 milhão de crianças não receberam nenhuma dose dessas três vacinas.

Para uma criança ser considerada imunizada, deve tomar todas as doses recomendadas de cada imunizante e as doses de reforço, sempre que forem indicadas.

Considerando isso, são cerca de 2,4 milhões de crianças não imunizadas no nosso país no período, porque mais de 700 mil não completaram o esquema vacinal.

No Brasil, para a vacina contra a poliomielite, os dados são praticamente os mesmos: 1,6 milhão crianças não receberam nenhuma dose de imunizante contra a doença entre 2019 e 2021.

O nosso país, que já chegou a alcançar 95% de cobertura em relação a vacinas como a da pólio, hoje tem menos de 60% das crianças vacinadas contra a doença.

*Com informações Agência Rádio 2

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