
O Ministério Público de São Paulo se posicionou contra o pedido de soltura feito pelos advogados de defesa de Fernando Sastre de Andrade Filho, empresário e motorista do Porsche que se envolveu em um acidente no final de março. Ele está detido na P2, em Tremembé.
No documento protocolado nesta quarta-feira (22), o MP afirma que as provas já apresentadas são suficientes para manter Fernando em prisão preventiva.
Segundo o órgão, ocaso seja solto, o empresário pode colocar a visa de outras pessoas em risco.
Ainda de acordo com o MP, Fernando pode manipular provas e influenciar nos depoimentos de testemunhas que ainda serão ouvidas. O órgão afirma que o acusado influenciou o depoimento de testemunhas ainda durante o inquérito policial.
O posicionamento do MP ainda considera que o motorista do Porsche já esteve envolvido em outros registros de ocorrência policial de acidentes de trânsito, tendo o direito de dirigir suspenso em razão de excesso de velocidade.
O documento foi assinado pela promotora de Justiça, Bruna Ribeiro Dourado Varejão.
Sobre o caso envolvendo o motorista do Porsche
No dia 31 de março, Fernando Sastre Filho estava ao volante de um Porsche na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. De acordo com a polícia, câmeras registraram que Fernando estava a 114,8 km/h quando colidiu com a traseira do Renault Sandero de Ornaldo da Silva Viana, que faleceu no local.
O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público (MP), que acusa o empresário de homicídio por dolo eventual (por ter assumido o risco de matar o motorista de aplicativo Ornaldo) e lesão corporal gravíssima (por ter ferido seu amigo Marcus Vinicius Machado Rocha).
Seu mandado de prisão foi emitido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ) no início de maio, após três recusas em primeira instância.
A defesa do empresário chegou a solicitar que ele cumpra pena em Tremembé.
Jonas Marzagão, advogado de Fernando, afirmou na ocasião que seu cliente só se entregaria quando recebesse do juiz a garantia de que estará seguro na prisão.
Sobre a P2 de Tremembé
Fernando Sastre de Andrade Filho foi transferido para a P2 de Tremembé no dia 11 de maio, onde ficou isolado por 10 dias, conforme um procedimento padrão da unidade prisional, em uma cela com cerca de oito metros quadrados, sozinho.
No dia 19 de maio, deixou o isolamento, desde então, passou a dividir cela com outro sentenciado.
A Penitenciária 2 de Tremembé, onde o empresário está, é conhecida por abrigar presos em casos de grande repercussão, como Cristian Cravinhos, Lindemberg Alves, Gil Rugai e o ex-jogador de futebol Robinho.
Antes de ser transferido, Fernando Sastre estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos 2, na Grande São Paulo, após se entregar na 5ª Delegacia Seccional, na zona leste da capital paulista, na última segunda-feira (6).
