
Motoristas e cobradores do transporte coletivo de São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava vão realizar assembleias na sexta-feira (26) para definir os próximos passos da campanha salarial da categoria.
As reuniões estão marcadas para as 10h e 15h30 e poderão deliberar sobre uma eventual greve, após o encerramento do prazo dado às empresas para apresentação de uma nova proposta.
Segundo o Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, as negociações permanecem sem acordo. O prazo para que as empresas apresentassem uma contraproposta terminou às 16h desta terça-feira (23), mas, segundo a entidade, não houve avanço suficiente para encerrar o impasse.
Enquanto a paralisação não é aprovada, os trabalhadores permanecem em estado de greve. A medida não representa interrupção imediata das atividades, mas sinaliza que a categoria está mobilizada e poderá adotar ações mais contundentes caso as negociações não avancem.
Impasse
Como parte da mobilização, o sindicato anunciou atos de informação nas rodoviárias das quatro cidades nesta quarta-feira (24), quando será distribuída uma carta aberta explicando as reivindicações da categoria e o andamento das negociações.
Já na quinta-feira (25), dirigentes sindicais estarão nas portas das garagens das empresas de transporte coletivo para conversar com os trabalhadores. O sindicato admite que a atividade poderá provocar atrasos na saída de alguns ônibus, principalmente no início da operação.
As assembleias de sexta-feira serão decisivas para definir se os trabalhadores manterão apenas o estado de greve ou se avançarão para uma paralisação formal do transporte coletivo nas quatro cidades da região.
Até o momento, os ônibus seguem operando normalmente. A orientação para os passageiros é acompanhar os comunicados das empresas, das prefeituras e do sindicato, especialmente em relação às mobilizações previstas para os próximos dias.
Reinvicações
A campanha salarial reivindica reajuste acima da inflação, valorização salarial e melhorias em benefícios como cesta básica, ticket alimentação e participação nos lucros. A proposta patronal apresentada até o momento prevê reajuste de 4,20%, índice considerado insuficiente pela categoria, que pede a reposição da inflação do período, de 4,11%, acrescida de 6% de aumento real.
Outro lado
A reportagem da CBN Vale entrou em contato com a Busvale (entidade que representa as empresas de transporte coletivo da região) e aguarda uma manifestação oficial.
