Lula visita Avibras em Jacareí nesta sexta-feira em meio à retomada das operações da empresa

Em 13 de julho, o presidente Lula esteve no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos
No último dia 13, o presidente Lula esteve no Instituto de Aeronáutica e Espaço, em São José dos Campos. Foto: Ricardo Stuckert

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), visita nesta sexta-feira (24), às 10h, a fábrica da Avibras Aeroespacial, em Jacareí. A agenda ocorre em um momento considerado estratégico para a empresa, que retomou as atividades neste ano após enfrentar uma grave crise financeira, mais de três anos de paralisação da produção e uma das mais longas greves da indústria brasileira.

A visita de Lula acontece dez dias após sua última passagem pelo Vale do Paraíba. Em 13 de julho, o presidente esteve no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos, onde conheceu a UGEE1000BR, a primeira turbina a gás para geração de energia elétrica movida a etanol desenvolvida integralmente no Brasil.

Avibras

A unidade, localizada às margens da Rodovia dos Tamoios, voltou a operar no dia 4 de maio, encerrando uma greve que durou cerca de 1.280 dias. A retomada marcou o início de uma nova fase para a fabricante brasileira, referência nos setores de defesa e tecnologia aeroespacial.

Na reabertura da fábrica, cerca de 270 trabalhadores retornaram às atividades. A empresa também anunciou a recontratação de outros 240 funcionários ao longo dos meses seguintes, como parte do plano de recuperação.

A crise da Avibras começou em março de 2022, quando a empresa anunciou a demissão de 420 funcionários sem negociação prévia. O Sindicato dos Metalúrgicos recorreu à Justiça, que suspendeu as dispensas. No mesmo período, a companhia entrou em recuperação judicial.

Com o agravamento da situação financeira, salários passaram a ser atrasados, levando os trabalhadores a iniciarem uma greve em setembro de 2022. A paralisação foi encerrada apenas em março deste ano, após aprovação, em assembleia, de um acordo para a retomada das operações.

Segundo o sindicato, o acordo também prevê um plano de recuperação da empresa e o pagamento de aproximadamente R$ 230 milhões em dívidas trabalhistas.