
Na tarde de terça-feira (16), um jovem de 24 anos foi atingido por disparos de arma de fogo em frente à sua residência, localizada no bairro Vila Olímpia, em Taubaté.
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Segundo as testemunhas, por volta das 14h, um suspeito não identificado chamou o jovem, efetuando os disparos assim que ele chegou ao portão de sua casa.
Ele chegou a receber os primeiros socorros, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. A Polícia Civil solicitou exames ao Instituto de Criminalística (IC) para prosseguir com as investigações.
A Delegacia Seccional de Taubaté registrou o caso como homicídio consumado. Até o momento, ninguém foi preso.
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Mortes de adolescentes por PMs caem com uso de câmera corporal em SP
Após a adoção das câmeras corporais portáteis por alguns batalhões da Polícia Militar de São Paulo, o número de crianças e adolescentes mortos em intervenções de policiais militares em serviço caiu 66,3% em 2022, na comparação com 2019. A letalidade de negros caiu cerca de 64%, porém essa população continua sendo três vezes mais atingida em intervenções policiais.
Os dados constam da pesquisa As Câmeras Corporais na Polícia Militar do Estado de São Paulo: Processo de Implementação e Impacto nas Mortes de Adolescentes, divulgada hoje (16) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Segundo o estudo, 102 adolescentes morreram no estado de São Paulo após intervenções policiais em 2019, quando o dispositivo não era usado. Já no ano passado, com a tecnologia adotada por 62 dos 135 batalhões do estado, esse número caiu para 34.
Ao comparar os dados com o ano de 2017 (primeiro ano da série histórica), quando 177 adolescentes foram mortos por policiais em serviço, a queda chegou a 80%. “Os adolescentes, que eram o principal grupo com a maior taxa de mortalidade em intervenções policiais, deixou de ser o principal grupo em 2022”, informou a coordenadora do estudo Samira Bueno, que é diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A coordenadora do estudo conta que São Paulo tem uma especificidade, na comparação com o resto do país, no que diz respeito ao perfil de vítimas de policiais em atividade: a alta vitimização de adolescentes.