Itapemirim apresenta recurso para tentar operar o transporte em São José

O Grupo Itapemirim escreveu mais um capítulo da longa história que tem como pano de fundo, a operação do transporte público em São José dos Campos.

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Nesta sexta-feira (28), a empresa apresentou um recurso para ainda tentar seguir no processo de licitação do transporte na cidade. A prefeitura emitiu nota oficial sobre o caso:

“A Prefeitura de São José dos Campos, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana, informa que a empresa Itapemirim apresentou recurso contra a rescisão contratual nesta sexta-feira (28) às 17h45. A Prefeitura irá realizar a análise técnica e jurídica da documentação, seguindo os trâmites e procedimentos previstos no edital de concorrência e legislação pertinente.”

No último dia 21 de janeiro o Secretário de Mobilidade Urbana de São José, Paulo Guimarães, em entrevista concedida ao programa CBN Vale 1ª Edição, confirmou que o Grupo Itapemirim não havia apresentado cópias de contratos de aquisição de frota, conforme descrito nos termos da licitação vencida pela Cia, mas sim um contrato firmado com uma empresa intermediária, que se comprometia a assinar, no futuro, um contrato de aquisição de frota para o grupo.

Somente pelo fato de a suposta compra ter sido feita por terceiros, já se configurava em quebra dos termos assinados na licitação.

O caso, segundo Paulo Guimarães, é semelhante ao de uma empresa que tentou intermediar a compra de vacinas contra a Covid-19 no Brasil, e que foi constatado que a compra fugia das especificações legais.

“Itapemirim não vai entregar a toalha”

O Membro do Conselho Consultivo e Diretor de Novos Negócios da Itapemirim, Jean Carlos Pejo, falou à Rádio CBN Vale que a crise do Grupo criou um clima desfavorável a empresa para captar recursos. Com isso, não foi possível cumprir o contrato da aquisição da frota dos ônibus até o dia 3 de janeiro. Disse ainda, que Itapemirim não deixou de trabalhar pela solução do problema e que a “Itapemirim não vai entregar a toalha” para operar o transporte em São José.

O membro do conselho disse que não há razões para levar o caso para a Justiça, que pode ser resolvido no âmbito administrativo.

Jean Pejo explicou que as empresas do ônibus urbano e a empresa área, não fazem parte do grupo que está em recuperação judicial. O diretor admitiu que a crise no braço aéreo da empresa influenciou sim, no programa envolvendo o transporte público de São José.