Funcionários da planta de Taubaté votam plano de demissão proposto pela Ford com indenizações

(Foto: Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté)

Os trabalhadores da Ford Taubaté votam nesta terça-feira (6) o Plano de Demissão proposto pela montadora para amenizar os impactos da decisão de encerrar a produção de veículos no Brasil. O valor mínimo de indenização para os funcionários da fábrica no Vale do Paraíba é de R$ 130 mil, podendo este valor aumentar devido ao tempo de trabalho na planta.

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De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, os trabalhadores ativos poderão votar até às 17h em uma urna que está instalada na empresa. A votação ocorre devido a situação de momento da pandemia na região e no país, que segundo a entidade, ocasionou a não-realização de uma assembleia coletiva para decidir a proposta apresentada pela Ford. As urnas serão apuradas imediatamente após o fim da votação, e o resultado será publicado em até um dia útil. 

Os funcionários horistas e os que tem restrição médica terão direito a indenização de 205% do salário mensal por ano de serviço, com indenização mínima garantida de R$ 130 mil. A diferença entre horistas e horistas com restrição médica é que este segundo público possui direito a adicionais que variam de R$ 150 a R$ 300 mil, de acordo com o tempo de casa.

Já os mensalistas não poderão receber uma indenização menor que R$ 130 mil, mas a empresa efetuará, além das verbas recisórias, o pagamento de indenização equivalente a 100% do salário mensal por ano de serviço. Estes valores, no entanto, dividiram os trabalhadores no que se refere a aceitar ou não a proposta da Ford. 

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Vale lembrar que em 26 de fevereiro, os trabalhadores da planta de Taubaté aprovaram a busca por uma indenização justa por parte da montadora, levando em consideração os aspectos como impactos econômicos e sociais do fim das atividades da fábrica e o acordo de estabilidade no emprego dos funcionários, antes previsto para o fim deste ano. 

A decisão tomada na assembleia, há pouco mais de um mês, se deu após executivos da Ford terem reafirmado, durante reunião entre a direção global e Sindicato dos Metalúrgicos, que não haveria nenhuma intenção de produzir carros, motores ou transmissões no Brasil. A produção em solo brasileiro, segundo os representantes, não está entre os objetivos, seja no curto, médio ou longo prazo da empresa.