Segundo previsão da Climatempo, a queda nas temperaturas registradas no Sul do país nos últimos dias resultará na volta das chuvas e na queda das temperaturas na região sudeste, encerrando a longa sequência de dias quentes e secos registrada no começo de maio.
A temperatura ainda segue quente nesta terça-feira (9), com máximas chegando até 29ºC em São José dos Campos. Já na quarta-feira (10) e quinta-feira (11), a previsão é de tempo fechado e declínio gradual na temperatura, com máxima chegando até os 23ºC. As mínimas devem ficar na casa dos 17ºC.
Na sexta-feira (12), há a possibilidade de a região amanhecer com mínima de 14ºC. As máximas, por sua vez, devem continuar amenas, podendo chegar até 22ºC. A tendência é de que o tempo continue frio durante todo o final de semana.
O fundador do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e pesquisador da USP (Universidade de São Paulo), Carlos Nobre, projetou nesta sexta-feira (5) que haverá um aumento considerável no número de queimadas no Brasil, devido às fortes ondas de calor e seca.
Tradicionalmente, esse período do ano (entre maio a agosto) é marcado pela diminuição da quantidade de chuvas no Brasil, devido a chegada do Outono e do Inverno.
Ao repórter Pedro Bavuso, da CBN Vale, Carlos Nobre explicou essa tendência climática que haverá no Brasil nos próximos meses.
“Com as mudanças climáticas e com o nível muito alto de desmatamento e degradação florestal, a tendência é o aumento de risco de queimadas, já que estamos em uma onda de calor e seca muito forte, e isso é o sinal para o fogo se espalhar com mais facilidade”.
Ele ainda afirmou que o fogo utilizado na agropecuária brasileira e os crimes que acontecem na floresta amazônica afeta nesse problema da onda de calor e da falta de chuva.
“Infelizmente, o fogo ainda é muito utilizado pela agropecuária brasileira e pelo crime que são cometidos na floresta amazônica. É muito importante políticas que diminuam o uso do fogo, como é utilizado na pecuária moderna, além de combater o crime na floresta amazônica”.
Por fim, o fundador do Cemaden alertou sobre os investimentos que precisam ser feitos nessa área de monitoramento e pesquisas de desastres geo-hidrológicos, seca e programas de redução de risco de desastres, que é o principal foco de trabalho do centro.
“Hoje já há sistemas que medem o risco de encostas deslizarem, mas o Cemaden tem poucas unidades desse sistema. Precisamos expandir muito, porque o deslizamento em encostas é o que causa o maior número de mortes em todos os desastres aqui no Brasil. O Cemaden já tem modelos matemáticos que analisam e preveem o risco em função da chuva, mas agora precisa ter um sensor instalado nas encostas que receba alertas de deslizamentos, além de aumentar, de 10 a 50, o número de radares meteorológicos, além de um supercomputador para processar essa gigantesca quantidade de dados”.
WhatsApp
Usamos cookies essenciais e tecnologias para garantir que oferecemos a melhor
experiência em nosso site, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.