
A Finlândia irá tornar-se membro oficial da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) nesta terça-feira (4). O secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, confirmou a integração do país ao bloco.
“Amanhã (4) iremos dar as boas vindas à Finlândia como 31.º membro”, disse Stoltenberg. “É verdadeiramente um dia histórico”, acrescentou, em discurso feito na sede da OTAN, em Bruxelas, na Bélgica.
A bandeira do país nórdico será hasteada nesta terça-feira na sede da organização, marcando a adesão da Finlândia com a OTAN, juntando-se à dos demais países membros.
A Finlândia, que faz fronteira com a Rússia, teve sua adesão ao bloco antecipada por conta da invasão do exército russo na Ucrânia, e é o primeiro país a aderir à OTAN após início da guerra no território ucraniano. A Suécia, outro país com interesse em ingressar ao bloco de países da Aliança Atlântica, também realizou o pedido de adesão, mas o processo está bloqueado por falta de aprovação de países membros, como a Hungria e a Turquia.
A última vez que um país havia sido integrado à OTAN, foi em 2020, com o ingresso da Macedônia do Norte.
Turquia foi fundamental para a adesão da Finlândia à OTAN
Após receber o aval da Hungria, a Turquia também aprovou a proposta de adesão da Finlândia ao bloco, após uma série de negociações. A Turquia queria que os países escandinavos levantassem os embargos que tinham à aquisição de armamento por parte da Turquia e que tivessem uma postura mais dura com organizações como o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que é considerado um grupo terrorista pelo Governo do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, pela União Europeia e pela própria OTAN.
Na última quinta-feira (30/03) o parlamento turco finalmente aprovou a adesão da Finlândia à OTAN, tendo sido o último dos 30 membros da aliança a ratificar o pedido, após a aprovação húngara na quarta-feira (29) passada.
Já em relação à Suécia, o secretário-geral Jens Stoltenberg disse não ter dúvidas de que o país nórdico será o 32.º Estado-membro da OTAN, mas que, por enquanto, ainda existem questões que precisam ser resolvidas com a Turquia.
