
A Embraer, com sede em São José dos Campos, divulgou na noite dessa terça-feira (5), um fato relevante informando uma correção no resultado do segundo trimestre de 2025. Ontem, pela manhã, a empresa havia divulgado um prejuízo líquido ajustado de R$ 53,4 milhões. Mas, após ajustes contábeis, o número foi corrigido: o resultado correto é um lucro líquido ajustado de R$ 675 milhões.
Segundo a fabricante, a mudança aconteceu por causa de um erro na linha do Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos, que havia impactado negativamente o resultado anterior. A empresa reforçou que as demais demonstrações financeiras foram publicadas corretamente e não precisaram de alterações.
A receita líquida no trimestre chegou a R$ 10,3 bilhões, um recorde histórico para o período. O lucro operacional ajustado — o chamado EBITDA — foi de R$ 1,3 bilhão.
A empresa também manteve as projeções otimistas para o ano: espera fechar 2025 com receita entre US$ 7 e 7,5 bilhões, margem operacional saudável e fluxo de caixa positivo de pelo menos 200 milhões de dólares.
Sobre o fluxo de caixa, a empresa explicou que o valor ficou negativo neste trimestre porque, no início do ano, costuma fazer grandes compras de peças e componentes para fabricar os aviões que serão entregues no segundo semestre. Por isso, a expectativa é que esse número volte a ser positivo até o fim do ano.
Segundo os resultados 2T25 da Cia, o fluxo de caixa livre ajustado da empresa no segundo trimestre de 2025 foi negativo em R$ 1 bi.
Esse valor desconsidera os efeitos da unidade Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer e fabricante do ‘carro voador’, e reflete os investimentos realizados para atender ao aumento nas entregas de aeronaves previstas para o segundo semestre.
Entregas
A Embraer entregou 61 aeronaves entre abril e junho, alta de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. ao todo foram entregues:
- 19 jatos comerciais;
- 38 jatos executivos;
- 4 aeronaves de defesa (A-29 Super Tucano).
Salto no lucro
A mudança representa uma variação positiva de aproximadamente 1364% — ou seja, o resultado final corrigido foi mais de 13 vezes maior do que o prejuízo originalmente informado (considerando o salto de negativo para positivo).