Elon Musk, o homem mais rico do mundo, afirmou nesta sexta-feira (13) que o acordo para a compra do Twitter está “temporariamente suspenso”.
“O acordo (para a compra) do Twitter temporariamente suspenso por pendências em detalhes que sustentam que contas falsas de fato representam menos de 5% dos usuários”, afirmou, em um post na rede social.
Twitter deal temporarily on hold pending details supporting calculation that spam/fake accounts do indeed represent less than 5% of usershttps://t.co/Y2t0QMuuyn
No final de abril, o homem mais rico do mundo anunciou um acordo para comprar a rede social por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 215 bilhões).
A plataforma de mensagens foi criada em 2006, e tem mais de 217 milhões de usuários por mês. Acionistas da empresa não viram com bons olhos a compra efetuada pelo bilionário. No último dia 6, Musk e a rede social foram processados pelo Orlando Police Pension Fund, um fundo de pensão da Flórida, que busca impedir o empresário de concluir a compra da empresa antes de 2025.
Ação do Twitter na bolsa
Logo após o anúncio, a ação do Twitter caiu em torno de 20% nas negociações prévias à abertura da Bolsa de Wall Street, segundo a France Presse.
No final de abril, o homem mais rico do mundo anunciou um acordo para comprar a rede social por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 215 bilhões).
Nesta quarta-feira (11), no programa CBN Vale 1ª Edição, o colunista do quadro CBN Economia, José Joaquim Nascimento, falou sobre a blindagem da vulnerabilidade externa.
Há tempos que o Brasil mantém relações internacionais, com tamanho e significado expressivo, notadamente no âmbito comercial e financeiro que tem garantido ciclos de crescimentos curtos. Temos expressão, porque nos tornamos o terceiro maior produtor de alimentos do mundo e, um dos primeiros em algumas commodities (café, soja).
No entanto, a cada ano fica flagrante as instabilidades internas advindas das condições econômicas e financeiras internacionais. Já passou do tempo de uma blindagem da vulnerabilidade externa e, isto é o que o Estado Brasileiro precisa construir.
A dependência externa decorre, por exemplo, de uma taxa de poupança cronicamente baixa, há décadas, quase sempre abaixo de 20% do PIB, que justifica volumes elevados de financiamento externo cada vez maior. A consequência tem sido a acumulação de um crescente passivo externo. Essa é a essência do problema da vulnerabilidade externa, problema crônico na história do País e que permanece sendo um limitador importante do crescimento econômico brasileiro, pelo menos no último meio século.
As instabilidades advindas das condições de oferta e demanda das commodities internacionais de todos tipos, como petróleo, minérios, alimentos, entre outras e, dos investimentos em capital como um todo, vem gerando um crescimento empobrecedor do Brasil e ofuscando os efeitos danosos para a maioria dos brasileiros, a partir dos aumentos dos preços das commodities e do custo do dinheiro no mercado financeiro, que são determinados pelas condições de oferta e demanda internacional.
Economia externa
Negar que estamos reféns das condições das economias externas, notadamente sob o aspecto comercial e financeiro é impossível. Como também não tem sido possível negar as perdas que o País vem assumindo ao longo dos últimos anos, particularmente, devidos ao sobe e desce dos preços das commodities e dos juros internacionais.
Há mais de meio século, os ciclos de crescimento são curtos, e de crises são longos e, ambos estão muito vinculados à dependência financeira e comercial dos grandes mercados.
Sabemos dos ganhos das relações externas e também das perdas e, portanto, quanto somos reféns das condições econômicas e financeiras externas. Mas não sabemos construir mecanismos ou formas de minimizar as perdas advindas das relações externas.
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