
Nesta quarta-feira (11), no programa CBN Vale 1ª Edição, o colunista do quadro CBN Economia, José Joaquim Nascimento, falou sobre a blindagem da vulnerabilidade externa.
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Há tempos que o Brasil mantém relações internacionais, com tamanho e significado expressivo, notadamente no âmbito comercial e financeiro que tem garantido ciclos de crescimentos curtos. Temos expressão, porque nos tornamos o terceiro maior produtor de alimentos do mundo e, um dos primeiros em algumas commodities (café, soja).
No entanto, a cada ano fica flagrante as instabilidades internas advindas das condições econômicas e financeiras internacionais. Já passou do tempo de uma blindagem da vulnerabilidade externa e, isto é o que o Estado Brasileiro precisa construir.
A dependência externa decorre, por exemplo, de uma taxa de poupança cronicamente baixa, há décadas, quase sempre abaixo de 20% do PIB, que justifica volumes elevados de financiamento externo cada vez maior. A consequência tem sido a acumulação de um crescente passivo externo. Essa é a essência do problema da vulnerabilidade externa, problema crônico na história do País e que permanece sendo um limitador importante do crescimento econômico brasileiro, pelo menos no último meio século.
As instabilidades advindas das condições de oferta e demanda das commodities internacionais de todos tipos, como petróleo, minérios, alimentos, entre outras e, dos investimentos em capital como um todo, vem gerando um crescimento empobrecedor do Brasil e ofuscando os efeitos danosos para a maioria dos brasileiros, a partir dos aumentos dos preços das commodities e do custo do dinheiro no mercado financeiro, que são determinados pelas condições de oferta e demanda internacional.
Economia externa
Negar que estamos reféns das condições das economias externas, notadamente sob o aspecto comercial e financeiro é impossível. Como também não tem sido possível negar as perdas que o País vem assumindo ao longo dos últimos anos, particularmente, devidos ao sobe e desce dos preços das commodities e dos juros internacionais.
Há mais de meio século, os ciclos de crescimento são curtos, e de crises são longos e, ambos estão muito vinculados à dependência financeira e comercial dos grandes mercados.
Sabemos dos ganhos das relações externas e também das perdas e, portanto, quanto somos reféns das condições econômicas e financeiras externas. Mas não sabemos construir mecanismos ou formas de minimizar as perdas advindas das relações externas.
