
Por conta da dificuldade de se conseguir uma vaga de emprego, as pessoas acabam se submetendo a aceitar qualquer tipo de oportunidade de trabalho, mesmo que esse não se encaixe em sua expectativa de carreira, ou mesmo com suas qualificações.
A colunista do quadro CBN Mercado de Trabalho, Karla Clarinda, dá dicas importantes de como fugir dessa armadilha, como evitar propostas de trabalho suspeitas e o caminho para conseguir um emprego que esteja de acordo com suas atribuições e desejos profissionais. Confira!
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Sabemos que a área profissional tem importância fundamental na vida de qualquer pessoa e que estar empregado (a) traz tranquilidade e motivação. Na contramão, estar desempregado (a) é uma situação pra lá de complicada que pode trazer consequências desagradáveis. Não é fácil.
Acontece que, na ânsia de conquistar uma vaga de emprego, muitas pessoas acabam aceitando salários menores e funções que nada tem a ver com elas. Essas condições, que, em certas situações, podem ser positivas para que o candidato (a) retorne ao mercado de trabalho e aprenda novas atividades, podem mostrar-se armadilhas e eu direi o porquê.
Qualquer vaga serve? Não, não é bem assim. Mesmo sabendo da importância de estar empregado (a), conquistar uma vaga que não tem o perfil do (a) candidato (a) pode trazer consequências tão nocivas quanto estar desempregado (a).
O que estou fazendo aqui?
Uma sensação que pode acometer quem encontra um emprego que não tem muito a ver consigo é a falta de identificação com o local e com o entorno. Por mais que tente, torna-se difícil fazer parte da turma e sentir-se à vontade.
Me sinto desvalorizado (a)
Por mais que, no início, realizar atividades de uma função inferior às que eram realizadas anteriormente tenha até sua graça, esse ânimo pode não durar muito. Logo, logo, a rotina se tornará maçante e enfadonha.
Quando vou poder mostrar o que sei?
É frustrante saber que você pode dar mais, ser mais eficiente e decolar na nova empresa. Acontece que, dentro da caixa do cargo que você ocupa, muitas vezes não há o que fazer.
Estou empregado, mas porque não estou feliz?
É o que pode se perguntar quem persegue qualquer vaga, mesmo que ela não preencha os seus requisitos. Infelizmente, estar empregado (a) nem sempre é sinônimo de satisfação.
Por fim, digo que nunca há a certeza de que um cargo será o melhor para o candidato (a), e que há situações em que, realmente, qualquer vaga serve. Há situações, ainda, em que a vaga inicialmente incompatível pode tornar-se compatível e abrir portas para outros cargos e funções dentro da empresa. O que eu quis trazer aqui neste artigo é uma reflexão sobre estar empregado e estar satisfeito. Nem sempre é fácil resolver esta equação.
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