Amizade com chefes. Será?

A comentarista do quadro CBN Mercado de Trabalho, Karla Clarinda falou nesta segunda-feira (22), no programa CBN Vale 1ª Edição, sobre a possibilidade de funcionários terem relacionamentos de amizade com seus respectivos chefes no ambiente de trabalho. Afinal, isso é positivo ou pode incorrer em situações desagradáveis ou constrangedoras? Confira o bate-papo com o tema que foi destaque na edição de hoje.
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Um ambiente de trabalho leve e saudável é tudo o que se quer. Com gestores que respeitem os empregados e empregados que se sintam valorizados como profissionais. Sim, parece o mundo ideal. Acontece que, antes de sermos profissionais somos seres humanos e, sendo assim, é inevitável que nos relacionemos com mais profundidade, além do “sim, chefe”, “não, chefe”, “obrigado, chefe”.
Ainda assim, a princípio, parece ser uma questão de fácil resolução, com cada um no seu quadrado, e vida que segue. Só que o quadrado não existe fisicamente e a vida não existe sem emoção, mesmo que, por ventura, tentemos freia-la. Dentro deste contexto, é natural que as amizades entre chefes e subalternos aconteçam, e não há problema nisso. Ou há? A princípio, não.
Na verdade, é saudável, e esperado, que o ambiente de trabalho seja marcado pela cordialidade entre as pessoas, sendo elas assistentes, gerentes, gestoras ou o que forem. No entanto, o ponto principal é que o colaborador não espera ter no chefe um amigo, e sim, alguém que o apoie na conquista de novas posições e na superação de metas. Amigos, amigos. Trabalho à parte.
Como tudo na vida, a palavra-chave que vem para apaziguar este tema é equilíbrio. Separar os aspectos profissionais dos pessoais faz com que o que aconteça no trabalho fique no trabalho, e que a vida lá fora fique, de fato, por fora do ambiente de trabalho. Caso contrário, e esse pode ser o grande problema, fica difícil para um gestor chamar a atenção do seu amigo colaborador, se necessário, e complicado para um colaborador avaliar adequadamente seu coordenador. Sem confundir as coisas, certo?
Na medida certa, e nos momentos certos, a amizade no trabalho, entre chefes e subordinados é saudável. Ratificando o que já disse, que antes de sermos profissionais, somos seres humanos, e como tais, é impossível frear a afinidade, o carinho e a emoção. Com sensatez e equilíbrio tudo segue bem.
