CBN Mercado de Trabalho: A difícil arte de recusar um processo seletivo

imagem vista de cima de duas mulheres apertando as mão em processo seletivo de emprego
(Foto: Reprodução) um processo seletivo

A busca por emprego, ou da manutenção de um cargo em uma empresa, é motivo de preocupação constante de muitos brasileiros, o que leva muitos candidatos a pensarem “aceito qualquer coisa”, quando surge uma oportunidade de trabalho. No entanto, até que ponto é viável se aventurar em uma área de atuação que não esteja de acordo com seu perfil profissional? A colunista do quadro CBN Mercado de Trabalho, Karla Clarinda, dá dicas importantes de como lidar com esse dilema em um processo seletivo. Confira a coluna do último dia 17 de outubro.

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Quando estamos em busca de emprego, sabemos a quantidade de preocupação, esperança, apreensão, expectativa, angústia e medo que nos invade em diferentes momentos, às vezes vários destes sentimentos ao mesmo tempo. É um turbilhão de emoções que podem definir o sucesso ou insucesso da empreitada.

É claro que, nessa situação, só pensamos no que pode dar certo, sem dar ouvidos às vozes ocultas que nos acometem de vez em quando. E quando o telefone toca, ou o whatsapp mostra, alertando sobre a participação em um processo seletivo, ficamos tão felizes que quase não nos atentamos aos detalhes da vaga.

No entanto, ao deixarmos a emoção de lado, podemos – e devemos – enxergar as ciladas que podem estar presentes em um anúncio de emprego. Você pode me perguntar: como assim? O que pode haver de mal em um anúncio de emprego? Vou lhe dizer. Assim como há candidatos que não são adequados para uma determinada vaga, há vagas que podem não ser adequadas para o candidato. E você pode perceber indícios de que determinada vaga é a “sua cara”, ou é uma furada. Vejamos a seguir.

Há casos de informações faltantes no anúncio de vaga como, por exemplo, o salário oferecido. Já soube de colegas que participaram de seleções onde não havia o salário informado na descrição da vaga. Pois bem, o candidato vai passando as fases, induzido a entender que os ganhos serão compatíveis com suas expectativas para, no final, saber que o valor é bem abaixo do que foi pleiteado. Uma ducha de água fria.

Outro indício é percebido quando o recrutador passa a pressionar o candidato a aceitar um salário mais baixo daquele que havia pleiteado. Empresas sérias, logicamente, não fazem isso. Elas são claras na comunicação com o candidato desde o início.

Fique atento, também, se as informações sobre a vaga e a empresa são nebulosas. Sabe quando o anúncio traz uma longa lista de tarefas e responsabilidades e você se pergunta: tudo isso? Está na cara que será muito difícil cumprir essas metas. E ainda faltam informações sobre remuneração, benefícios, se é presencial, remota ou híbrida, e sobre a cultura da empresa.

Leve em conta a forma que a empresa ou agência lhe trata no momento do envio do currículo. Se o processo de inscrição é difícil e demorado, este é um sinal de que a empresa não se importa com o seu tempo. Já pensou, então, após a contratação como pode ser?

Na entrevista, se o profissional de RH não leva em consideração quais são os melhores horários para você participar, fique atento. Se há cancelamentos em cima da hora e atrasos recorrentes, pior ainda. Se não se colocam no seu lugar agora, é sinal de que mais para frente as coisas podem ser ainda piores.

Ouça o podcast completo com Karla Clarinda:

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