
Um dos vilões da economia nacional, o preço dos combustíveis, ganhou destaque como protagonista nas eleições gerais deste ano.
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Com o preço ligado diretamente a parâmetros internacionais de mercado, o brasileiro colecionou aumentos sucessivos nas bombas em 2022, o que tem sido uma dor de cabeça para o governo federal, principalmente para o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição. Ao mesmo tempo em que as altas nos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, se transformaram em uma pedra no sapato do atual presidente, fica a grande questão: Para onde vai o preço dos combustíveis após as eleições?
Esse é o tema do quadro CBN Economia, desta quarta-feira (19) com o colunista José Joaquim do Nascimento. Confira!
Qual é a possibilidade dos preços dos combustíveis continuarem a subir após 15 semanas estáveis? A resposta pode estar aqui dentro do Brasil mesmo, independente do que possa acontecer lá no exterior.
A paridade de preços internacionais, vem sendo ignorada, há pelo menos 15 semanas como aponta a fontes oficiais do próprio Governo. Embalado em um pacote de bondades eleitorais os preços dos combustíveis voltarão ao normal, mesmo que as condições externas do barril do petróleo se mantiverem constantes.
Os prejuízos na arrecadação do ICMS, que já bateram às portas dos caixas dos governos, obrigarão a uma mudança de rumo e isto significará uma reposição de perdas para todas as partes envolvidas neste engodo do Governo.
Já temos refinarias ajustando os preços para evitarem perdas mais expressivas, como a de Maritape (BA), que determinou reajustes que superam 10%, enquanto a Petrobras se mantém calada diante das evidências de aumentos obrigados pelas condições de paridades internacionais.
A grande questão é! Para onde vai o preço dos combustíveis após as eleições? É melhor nos preocuparmos antes ou nos mantermos cegos até lá? Independente da resposta, o fato é que a verdade sobre os aumentos de preços estão aqui mesmo e precisamos apenas esperar.