
A Polícia Civil isolou duas áreas da base do Pico dos Marins, em Piquete, onde acampava o adolescente Marco Aurélio Simon junto de seu grupo de escoteiros, em 1985. Ele, que na época tinha 15 anos, desapareceu e nunca foi localizado. O inquérito do caso foi reaberto na última semana.
• Leia mais notícias da região clicando aqui
Uma das áreas está logo no acesso a trilha dos Marins, uma casa, e a outra é um trecho de mata. De acordo com a Polícia Civil, o acesso ficará restrito por tempo indeterminado às autoridades policiais, sendo proibida a entrada de qualquer outra pessoa. Na última segunda-feira (19), a Polícia Técnica da Delegacia Seccional de Guaratinguetá – a qual Piquete pertence – deu início a primeira fase das investigações desde quando o processo foi arquivado, em 1990.
Segundo Ivo Simon, pai de Marco Aurélio, em duas ou três visitas os policiais vão definir o que será necessário fazer. Uma das versões que motivaram o desarquivamento da história foi a de que os restos mortais do escoteiro estariam enterrados nas imediações das áreas isoladas. O relato partiu da declaração de uma das filhas do antigo proprietário da casa.
Ivo, que é jornalista e advogado, explicou à CBN Vale que nos próximos dias poderão ser feitos contatos com setores ambientais para autorização dos trabalhos de uma retroescavadeira no local, além de autorização judicial para intervir na casa onde supostamente seu filho estaria enterrado. (ouça a reportagem ao final do texto)
O pai do escoteiro ainda comentou sobre outra hipótese: a de Marco Aurélio estar vivo. Há relatos de pessoas que dizem ter visto um morador de rua em Taubaté, com os mesmos traços do rapaz. Ivo Simon diz que se o filho estiver vivo, ele não está preparado e não saberá como será sua reação.

Relembre o caso
O escoteiro Marco Aurélio Simon desapareceu no dia 8 de junho de 1985, durante acampamento no Pico dos Marins. O menino, na época tinha 15 anos e estava com três amigos e o líder dos escoteiros. Durante uma trilha no local, um dos adolescentes torceu o pé e o líder autorizou que Marco Aurélio voltasse sozinho para buscar ajuda no acampamento. Desde então, o escoteiro nunca mais foi visto.
Foram 30 dias de buscas com mais de 300 pessoas vasculhando as redondezas. Até hoje, nenhuma pista do escoteiro foi encontrada. Todo tipo de ajuda foi utilizada como: equipes da Polícia Militar, soldados, bombeiros, alpinistas, guias, voluntários, cães farejadores e helicópteros. Foram chamados até mesmo sensitivos e videntes para ajudar, mas nenhuma pista foi encontrada.
Ouça a reportagem de Emerson Tersigni: