
A Caoa Chery não irá cumprir o acordo de Layoff negociado com os funcionários da fábrica em Jacareí, informou o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.
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A montadora anunciou a decisão em reunião com a entidade, nessa sexta-feira (13), o que retoma o risco de demissão em massa na unidade da fábrica, no Vale do Paraíba.
O Sindicato convocou uma assembleia em sua sede, neste sábado (14) e foi aprovada a retomada de ações contra a decisão da empresa, que tiveram início no mesmo dia, com uma passeata pelas ruas do centro de São José dos Campos até uma concessionária da Caoa Chery, munidos de cartazes, a qual exigiam o cumprimento do acordo.
Outro grupo de manifestantes também retomou um acampamento em frente à fábrica neste sábado.
Proposta de layoff foi oficializada em ata
No último dia 11, montadora e sindicato haviam aprovado um cordo de cinco meses de Layoff mais três meses de estabilidade para os 480 trabalhadores que seriam demitidos. Todos os termos foram assinados em Ata, e por enquanto, os funcionários estão em licença remunerada.
A ata da reunião registra o posicionamento da Caoa Chery concordando com o layoff:
“Após debates, ficou acordado que a empresa concorda com a implementação de layoff por cinco meses (nos termos negociados em fevereiro de 2022), de junho a outubro de 2022, e estabilidade no emprego por três meses de novembro a janeiro de 2023”, diz um trecho da ata.
O que diz a Caoa Chery?
A Caoa Chery confirmou a parada temporária da unidade fabril de Jacareí e explicou o motivo: “A suspensão das atividades tem como objetivo ajustar os processos produtivos da planta para novos modelos com tecnologias híbridas e elétricas, visando a modernização e atualização das linhas de produção”.
No dia 5 de maio, a Caoa Chery havia comunicado ao Sindicato de que iria suspender as atividades na fábrica de Jacareí até 2025 e realizar demissões na produção e parte do setor administrativo, totalizando cerca de 485 funcionários.
Audiência sobre desindustrialização
O Sindicato vai participar da Audiência Pública sobre a desindustrialização no Brasil, que acontece na quarta-feira (18), às 14h, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Auditório Teotônio Vilela).
