Justiça mantém condenação contra prefeitura de Ubatuba por degradação ambiental em APP

Justiça mantém responsabilidade da prefeitura de Ubatuba por degradação ambiental em APP
Justiça mantém responsabilidade da prefeitura de Ubatuba por degradação ambiental em APP. Foto: Reprodução Internet

A Justiça de São Paulo confirmou, nesta semana, a condenação da prefeitura de Ubatuba por degradação ambiental em uma Área de Preservação Permanente (APP) localizada no bairro Ipiranguinha. A ação foi movida pelo Ministério Público, que apontou omissão do município na fiscalização da área.

O caso envolveu o desmatamento de vegetação de Floresta Alta de Restinga, em estágio médio de regeneração, e o depósito de entulho e restos de construção em uma área de mais de 2.300 m², realizado por um morador da região. Ambos, a prefeitura e o morador, já haviam sido condenados pela 2ª Vara de Ubatuba.

A administração municipal recorreu, alegando que não havia autorizado o descarte irregular. No entanto, o desembargador Paulo Ayrosa, relator do recurso, afirmou que o município foi omisso e falhou em seu papel de fiscalização.

“Com sua conduta, o autor causou danos ao meio ambiente natural e urbanístico, comprometendo a sadia qualidade de vida das presentes e futuras gerações. Inegável, ainda, a responsabilidade do Município de Ubatuba, ante sua omissão injustificada, uma vez que não tomou qualquer providência concreta e efetiva para impedir a degradação ambiental ou recuperar a área”, destacou o desembargador no acórdão.

Medidas determinadas

Os réus foram condenados a adotar uma série de medidas de recuperação ambiental, incluindo:

  • Remoção do entulho e lixo da área autuada e encaminhamento para local ambientalmente adequado;
  • Descompactação do solo para recuperação da área;
  • Plantio e manutenção de 389 mudas de espécies nativas da região, promovendo a recomposição da vegetação.

A decisão reforça o compromisso da Justiça com a preservação ambiental e a responsabilização de agentes públicos e privados em casos de degradação em áreas protegidas.

A reportagem da CBN Vale acionou a prefeitura de Ubatuba para comentar sobre a decisão judicial, mas até a publicação desta matéria ninguém se manifestou.