
Eliana Freitas Areco Barreto, condenada a 21 anos de prisão por mandar matar o marido em 2015 em um caso que ficou conhecido como crime da Berrini, teve sua pena reduzida em 44 dias pela Justiça. Ela está presa em Tremembé.
A medida tem com base o trabalho e leitura de livros feitos por ela na prisão.
A decisão é do juiz José Loureiro Sobrinho desta quarta-feira (31). O documento foi protocolado na quinta (1º).
O pedido havia sido feito na terça-feira (30). A defesa de Eliana havia pedido a redução de 144 dias por tempo de estudo, trabalho e leitura de livro.
Atividades na prisão
Segundo a diretora técnica do Núcleo de Trabalho e Educação, Natália Juliana Alves, desde que foi presa a detenta realizou diversas atividades laborterápicas, como:
- Serviços gerais de limpeza;
- Artesanato;
- Trabalhos na unidade de confecção da Funap (Fundação de Amparo ao Preso);
- Monitora da Funap, o qual continua atualmente.
Crime da Berrini: sobre o caso
Eliana Freitas Areco Barreto foi condenada a 24 anos de prisão por homicídio doloso triplamente qualificado. Ou seja, ele foi responsável por pagar pelo crime, motivo torpe e dissimulação.
O crime aconteceu no dia 1º de junho de 2015. O caso foi julgado em dezembro de 2020.
O Ministério Público MP acusou Eliana e o amante dela, o inspetor de segurança Marcos Fábio Zeitunsian, de contratarem o pistoleiro Eliezer Aragão da Silva para simular um assalto e matar Luiz Eduardo.
O homem foi morto quando voltava do almoço com um colega de trabalho.
Na época, a professora e o empresário moravam em Aparecida, no Vale do Paraíba, mas o homem trabalhava na capital paulista.
O caso ficou conhecido como “crime da Berrini”, uma referência à avenida que o crime aconteceu, no Brooklin, área nobre da zona sul de São Paulo.
Em 2022, a Justiça acatou um pedido da defesa e reduziu a pena para 21 anos, 4 meses e 15 dias de prisão.
