A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou para 0,16% em março, uma queda significativa de 0,67 ponto percentual em relação à taxa de fevereiro (0,83%). Esses dados foram divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado do ano, o IPCA registra um aumento de 1,42%. Nos últimos 12 meses, a alta é de 3,93%, abaixo dos 4,50% registrados no período anterior de 12 meses. Para efeito de comparação, em março de 2023, a variação foi de 0,71%.
A análise do IBGE abrange nove grupos de produtos e serviços. Em março, seis desses grupos apresentaram aumento. O grupo de Alimentação e Bebidas liderou a alta com a maior variação (0,53%) e o maior impacto (0,11 p.p.). Em seguida, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais registrou alta de 0,43% e impacto de 0,06 p.p.
Por outro lado, o setor de Transportes apresentou uma queda significativa (-0,33% e -0,07 p.p.). Os demais grupos variaram entre a queda de 0,13% no setor de Comunicação e o aumento de 0,33% em Despesas Pessoais.
Pela oitava semana seguida, o mercado financeiro aumentou as expectativas de crescimento da economia brasileira. De acordo com o boletim Focus, divulgado nesta terça-feira (9), em Brasília, pelo Banco Central, espera-se um crescimento de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas riquezas produzidas no país) em 2024.
Há uma semana, a expectativa era de um crescimento de 1,89% em 2024; e há quatro semanas era de 1,78%. Para os três anos subsequentes (2025, 2026 e 2027), a estimativa do mercado financeiro permanece estável em 2%.
Inflação
As expectativas do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – em 2024 apresentaram uma alta de 0,01 ponto percentual na comparação com a semana passada, mas elas estão acima da previsão registrada há quatro semanas.
Segundo o boletim Focus, é esperado um crescimento de 3,76% em 2024. Há quatro semanas, o crescimento estimado para a economia do país era de 3,77%; e há uma semana, 3,75%.
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