Trabalhadores terceirizados da Revap encerram greve em São José

Funcionários da MWL paralisaram suas atividades nesta quarta-feira (20).

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(Foto: Divulgação/Sintricom)

Os trabalhadores da empresa Método Potencial, terceirizada que presta serviços de manutenção de rotina na Revap (Refinaria Henrique Lage), em São José dos Campos, decidiram encerrar a greve nesta quarta-feira (20) após pagamento dos salários de setembro e da ajuda de custo de R$ 870,00, que estavam atrasados desde o dia 7 de outubro.

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De acordo com o Sintricom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário e Montagem Industrial de São José dos Campos e Litoral Norte), os trabalhadores estavam paralisados desde a última segunda-feira (18).

Com os pagamentos em dia e com a condição de que a empresa não desconte os dias parados e nem faça retaliações, os funcionários decidiram durante assembleia com o presidente do sindicato, Marcelo Rodolfo da Costa, na Portaria P4 pelo encerramento da greve e a volta às atividades na refinaria.

Mas, segundo o Sintricom, ainda há outras pendências que precisam ser quitadas. Além da multa pelo descumprimento de cláusulas do Acordo Coletivo vigente, a empresa teria que depositar o adiantamento do salário de outubro.

Os trabalhadores também querem garantias que a Método Potencial fará o pagamento da 1ª parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 2.946,78 e da 1ª primeira parcela do 13º salário, ambas até 29 de novembro.

Início de outra greve

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(Foto: Roosevelt Cássio)

Nesta quarta-feira (20), trabalhadores da MWL paralisaram suas atividades por 24 horas na fábrica, após assembleia unificada em São José dos Campos.

Segundo o Sindmetal (Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos), a empresa propôs 10,42% de reajuste salarial, mas apenas para quem recebe até R$ 2 mil. Porém, em toda a fábrica, somente dois funcionários estão nesta faixa.

Uma nova assembleia acontece nesta quinta-feira, desde às 7h. A proposta patronal prevê o pagamento de R$ 208 fixos para salários acima de R$ 2 mil, com o retroativo a 1º de setembro (data-base) dividido em quatro parcelas.

A MWL também se recusa a cumprir a convenção coletiva já assinada pelo Simefre, entidade patronal do setor de materiais ferroviários e rodoviários.

Na segunda-feira (18), a empresa informou que os salários não teriam reajuste. Por conta disso, o sindicato junto com os trabalhadores decidiu fazer a mobilização. A empresa apresentou, então, essa nova proposta, também rebaixada, que foi rejeitada na assembleia desta quarta-feira.

Os metalúrgicos reivindicam que a MWL cumpra integralmente a convenção coletiva, com 10,42% de reajuste salarial para todos e renovação dos direitos por um ano.

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