“Para ser pátria amada, não pode ser pátria armada”, diz arcebispo em Aparecida

Dom Orlando Brandes fez a reflexão na Missa Solene da Padroeira do Brasil.

missa solene aparecida
(Foto: Leo Poli/CBN Vale)

O arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, afirmou na manhã desta terça-feira (12), que o Brasil, “para ser pátria amada, não pode ser pátria armada”. A colocação do religioso aconteceu durante a reflexão na Missa Solene da Padroeira do Brasil, celebrada às 9h.

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A declaração aconteceu após Dom Orlando ter citado uma fala do Papa Francisco, em visita à Aparecida, em 2013, que dizia querer ‘alargar os braços para poder abraçar toda a população brasileira’. Nesse sentido, o Bispo pediu para que as pessoas abraçassem um Brasil enlutado por conta da pandemia de Covid-19 e também para que haja uma convivência em sociedade com fraternidade.

O religioso não citou diretamente o presidente Jair Bolsonaro, mas é do conhecimento de todos que o chefe do Executivo é favorável ao armamento da população e é investigado em inquérito sobre disseminação de informações falsas que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ainda na homilia, Dom Orlando mencionou a situação de fome que muitos brasileiros passaram e estão passando devido a pandemia da Covid-19. Com a instabilidade econômica, principalmente direcionada às pessoas que não tem o que comer, o religioso recordou na reflexão as cenas de pessoas que tentam se alimentar com restos de carnes que sobram em ossos descartados ou doados.

Dom Orlando Brandes

Essa é a terceira vez consecutiva que o arcebispo de Aparecida faz uma dura reflexão durante a época da Festa da Padroeira. No ano passado, ele criticou as queimadas em biomas como Amazônia e Pantanal, e em 2019, falou sobre o ‘dragão do tradicionalismo’, afirmando que a ‘direita é violenta e injusta’.

Ouça a reportagem de Emerson Tersigni: