Responsáveis pelo Santuário de Aparecida veem feriado com otimismo

padre ulysses
(Foto: Reprodução)

A cidade de Aparecida, no interior de São Paulo, recebeu em 2020 o menor número de fiéis em 50 anos. No último feriado da Padroeira do Brasil, o Santuário Nacional viu a presença de fiéis despencar 75% em relação ao ano anterior. O templo mais procurado no turismo religioso no país se preparada para uma retomada neste 12 de outubro. No entanto, em razão das restrições sanitárias e da proibição de grandes romarias, o número ainda deve ser inferior à média histórica.

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O Santuário Nacional de Aparecida é o principal destino religioso da América Latina e o maior templo mariano do mundo. O complexo católico, porém, ficou vazio como nunca antes se viu em meio à pandemia do coronavírus. Os padres e religiosos, que antes contavam com um intenso atendimento diário ao público, passaram a conviver com um ritmo totalmente diferente: de contemplação e celebração sem a presença dos fiéis.

O porta-voz do santuário, o padre José Ulysses da Silva, conta que sentiu as transformações no modo de realizar as atividades. As confissões, por exemplo, ocorriam diariamente e de forma individual. Com a pandemia, isso não foi mais possível, principalmente pelo fato da maioria dos padres responsáveis por estes atendimentos serem do grupo de risco.

O convento onde 35 padres vivem juntos, no próprio Santuário, registrou casos de Covid-19. A quantidade exata não foi informada pela Basílica. Pelo menos duas mortes pela doença foram registradas. Assim como os fiéis, os religiosos também tiveram que seguir protocolos sanitários.

Foi preciso, por exemplo, adaptar o refeitório para haver uma distância maior entre os religiosos. Todos foram vacinados. Para Padre José Ulysses, a sensação para 12 de outubro deste ano é de maior confiança, mas sem deixar de tomar cuidados como uso de máscara, distanciamento e álcool em gel.

No último feriado de 12 de outubro, apenas 30 mil fiéis visitaram o Santuário Nacional. O número foi bem inferior aos 160 mil peregrinos de 2019. O público de 2020 é o menor em 50 anos. Por vários meses, a própria Basílica recomendou que os fiéis não visitassem o complexo para evitar o risco de contaminação.

No ano passado inteiro, a Basília acolheu pouco mais de três milhões e trezentos mil devotos, uma diminuição de 75% em relação a 2019. Para este ano, na festa da Padroeira do Brasil, o Padre José Ulysses espera que o público aumente, mas com todos os cuidados necessários.

Na próxima reportagem, o aumento da devoção a Nossa Senhora Aparecida por aqueles que enfrentaram o coronavírus ou que encontraram na religião uma forma de superar a dor pela perda de entes queridos durante a pandemia.

Ouça a reportagem de Emerson Tersigni: