
Dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) mostram que o mês de julho registrou 4.977 focos de incêndio no bioma Amazônia. A origem, segundo o órgão, é ilegal. A prática coloca em “cheque” o Decreto nº 10.735, que proibiu o uso do fogo no Brasil, vigente desde 28 de junho de 2021, mesma data em que o governo federal autorizou novamente o uso das tropas militares para combater as queimadas.
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Segundo o Greenpeace, organização não governamental ambiental –que também vem monitorando as queimadas ilegais, a destruição continua devastando grandes áreas da Amazônia, conforme mostram as imagens registradas em sobrevoo de monitoramento, que aconteceu entre os dias 29 e 31 de julho de 2021. Para o órgão, a partir dos dados do INPE e as imagens aéreas registradas, “reforçam a ineficiência do governo federal em combater a destruição”.
A organização ainda indica que os próximos meses serão os mais secos na Amazônia. No primeiro semestre de 2021 os alertas de desmatamento do Inpe apontaram para um aumento de 17% na devastação em relação ao mesmo período de 2020, sendo que 51% do desmatamento no primeiro semestre de 2021 ocorreu em terras públicas (Florestas Públicas Não Destinadas, Unidades de Conservação e Terras Indígenas).
O número de focos registrados na Amazônia em maio e junho já havia sido o maior para esses meses desde 2007. Em julho, houve uma redução de 27% quando comparados ao mesmo mês em 2020, no entanto, ainda segue alto.
Estados como Rondônia e Acre registraram aumento no número de focos (95% e 29% respectivamente) e a situação no Amazonas segue preocupante: o estado tem se destacado no aumento da devastação e o registrado no mês é superior à média histórica.

