
A fábrica da Volkswagen em Taubaté iniciou nesta terça-feira (4) um novo período de férias coletivas. O acordo foi negociado junto ao sindicato que representa a categoria no início de dezembro, emendando as férias com o período de recesso de fim de ano.
Segundo a montadora, a medida é necessária devido à falta de semicondutores, que muito são muito utilizados no mercado de informática e telefonia, o que acaba impactando no mercado automotivo.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (Sindmetau) espera que ao menos 1,2 mil contratos de trabalho sejam temporariamente suspensos em fevereiro, e que esse número de funcionários representa um turno de produção. A previsão é que o layoff dure de dois a cinco meses.
Segundo a entidade, o período de férias coletivas visa como contrapartida a estabilidade de empregos.
O que diz a Volkswagen
A Volkswagen do Brasil confirmou a CBN Vale, que a adoção de férias coletivas a partir de 4 de janeiro de 2022 na fábrica de Taubaté, é em razão da escassez global no fornecimento de semicondutores e também para adequação da linha de produção para a implementação da plataforma MQB (Modular Transverse Matrix) na unidade.
Essa estrutura padroniza muitos parâmetros de componentes em todas as marcas e classes de veículos. Significa que uma plataforma pode ser usada para construir uma grande variedade de carros, como o Polo Track, que deve chegar ao mercado em 2023.
Contudo, ao mesmo tempo da implantação da unidade, o setor automotivo ainda pode enfrentar instabilidade no fornecimento de semicondutores.
Sobre o layoff, informou que foi protocolado junto às Entidades, conforme determina a lei. A ferramenta faz parte do pacote de flexibilidade previsto em Acordo Coletivo desde 2020, com o Sindicato e trabalhadores da VW.
Em novembro, a Volkswagen anunciou um pacote de investimentos de R$ 7 bilhões nas plantas da América Latina – parte do montante será investido em Taubaté.
