Você sabia? Votar nas eleições vale como Prova de Vida automática no INSS

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O comparecimento às urnas nas eleições pode servir como Prova de Vida automática para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O registro da votação entra no cruzamento de dados que o instituto utiliza para confirmar se aposentados, pensionistas e beneficiários assistenciais continuam vivos.

Segundo o Ministério da Previdência Social, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envia ao INSS os dados de quem comparece às urnas. Dessa forma, o beneficiário que votar não precisa realizar outra comprovação específica de vida.

Além disso, o INSS deixou de exigir, como regra, o comparecimento presencial para a Prova de Vida. Desde a Lei nº 13.846/2019, o governo passou a buscar informações em diferentes bases de dados para confirmar a situação dos beneficiários. Posteriormente, a Portaria INSS nº 1.408/2022 incluiu a votação nas eleições entre os critérios que o instituto pode utilizar nessa verificação.

Quem não votar também pode comprovar a vida

Por outro lado, quem não comparecer às urnas não perde o benefício automaticamente. O INSS continua utilizando o Sistema de Registro de Informações Sociais (SIRIS) para cruzar diferentes bases de dados e encontrar registros que confirmem que o beneficiário está vivo.

Entre essas informações estão registros de emissão de documentos, movimentações e atendimentos realizados. Assim, o instituto só solicita a regularização quando não encontra nenhuma fonte de dados capaz de confirmar a vida do beneficiário.

Em 2024, o TSE registrou eventos eleitorais relacionados a 20.957.288 beneficiários. Segundo o Ministério da Previdência Social, esses dados contribuíram para a atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.