Visando inclusão social, carteira de identificação do autista é implementada em São José dos Campos

(Foto: Flávio Pereira/CMSJC)

De acordo com CDC (Center of Deseases Control and Prevention), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, uma em cada 54 pessoas é diagnosticada com espectro autista naquele país. No Brasil, ainda não há dados oficiais sobre o autismo.

• Leia mais notícias da região clicando aqui

O autismo é um transtorno no desenvolvimento neurológico caracterizado por dificuldades, em maior ou menor grau, na comunicação, na interação social e no comportamento, que segue um padrão restrito e repetitivo. Ainda não se conhecem as causas, mas acredita-se que o TEA (Transtorno de Espectro Autista) é multifatorial, com aspectos genéticos e ambientais.

Segundo Antero Baraldo, secretário de Apoio Social ao Cidadão de São José dos Campos, o assunto é pouco conhecido entre a população e merece atenção por parte do poder público. Exemplo disso foram dois casos que aconteceram na cidade, sobre um jovem que entrou sem máscara em um supermercado e de uma família que recebeu ameaças em um bairro.(Confira a reportagem ao final deste texto)

Pensando na inclusão social desse público, que foi criada uma Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). Para isso, vereadores da Frente Parlamentar de Apoio à Pessoa com Autismo de São José participaram de uma reunião, na Secretaria de Apoio Social ao Cidadão (SASC), para conhecer o documento. De acordo com o vereador Fernando Petiti (MDB), o assunto precisa ser mais divulgado e comentado na sociedade.

De acordo com a legislação, o documento garantirá à população com Transtorno do Espectro Autista prioridade de atendimento em serviços públicos e privados, especialmente nas áreas da saúde, educação e assistência social.

Programa

As ações da Frente Parlamentar em Apoio às Pessoas com Autismo, instituída em 2018, também resultaram na criação do programa municipal RIA (Rede de Inclusão do Autista), em 2019, com o intuito de identificar, monitorar e incluir pacientes com diagnóstico de TEA nos serviços públicos, conforme a necessidade de cada um. Em outubro de 2019, o sistema contava com 381 inscritos. Atualmente, esse número é de 1.161.

Ouça a reportagem clicando no player de áudio abaixo: