Na noite deste domingo (31), jornalistas que cobriam a visita de Jair Bolsonaro (sem partido) a Roma foram agredidos pelos seguranças ao tentarem fazer perguntas ao presidente durante caminhada no centro da capital italiana. Ele participava do encontro da cúpula do G-20.
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Por volta das 18h, Bolsonaro saiu da embaixada brasileira e foi andando pelas ruas do centro, acompanhado de apoiadores e seguranças. No total, havia sete jornalista no local e três relataram que foram agredidos.
O correspondente da Globo, Leonardo Monteiro, levou socos na barriga e foi imobilizado por um segurança após fazer pergunta sobre o porque Bolsonaro não teria comparecido a um evento da cúpula da G-20 naquele dia.
Outro jornalista, do site UOL, Jamil Chade, estava filmando o momento da caminhada do presidente em Roma, quando teve seu celular arrancado de sua mão e jogado no chão pelo segurança.
Ana Estelar, do jornal Folha de S. Paulo, foi empurrada por policiais italianos quando tentava filmar Bolsonaro.
Nota de repúdio
Em nota, a Globo manifestou repúdio pelas agressões que os jornalistas sofreram:
“No momento, ficam o repúdio enfático, a irrestrita solidariedade a Leonardo Monteiro e demais colegas jornalistas de outros veículos e uma constatação: é a retórica beligerante do presidente Jair Bolsonaro contra jornalistas que está na raiz desse tipo de ataque. Essa retórica não impedirá o trabalho legítimo da imprensa”, manifestou.
A Folha também emitiu nota sobre o ocorrido:
“a Folha repudia as agressões sofridas pela repórter Ana Estela de Sousa Pinto e outros jornalistas em Roma, mais um inaceitável ataque da Presidência Jair Bolsonaro à imprensa profissional”.
Associações de jornalismo também se manifestaram contra os ataques sofridos pelos jornalistas.