
Saúde é sempre um assunto de grande importância para o cidadão brasileiro, principalmente quando falamos sobre as condições de funcionamento de hospitais que sofrem com a falta de verbas, além da defasagem no valor pago a médicos na Tabela SUS.
• Leia mais notícias da região clicando aqui
Por isso, a Rádio CBN São José dos Campos e Vale entrevistou nesta quinta-feira (9), o ex-deputado estadual Hélio Nishimoto (MDB), e pré-candidato a deputado federal pela sigla, que falou sobre a saúde no Vale do Paraíba e de sua escolha para disputar uma cadeira na Câmara dos Federal.
Nishimoto, que nos dois últimos anos e meio, recebeu a missão de coordenar o MDB no Vale do Paraíba, a pedido do presidente nacional do partido, Baleia Rossi, é um político conhecido na região e que já foi deputado estadual por dez anos.
Para ele, a menos de quatro meses das eleições, o grande desafio do partido é conquistar espaço para o crescimento da sigla, tanto nos estados quanto na Câmara dos Deputados.
Contudo, para o pré-candidato, os jovens eleitores que não tiveram a oportunidade de conhecê-lo enquanto atuava na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), terão uma atenção especial no processo de divulgação de seu trabalho através das redes sociais.
Hospitais e Instituições Filantrópicas
Uma das pautas defendidas por Hélio Nishimoto, em parceria com o vereador Fernando Petiti (MDB) citado na entrevista, é a busca por recursos públicos para hospitais como o GACC (Grupo de Assistência à Criança com Câncer) e Pio XII (oncologia e cardiologia) que travam uma luta constante para manter o atendimento aos pacientes SUS.
Com isso, segundo Nishimoto, outros hospitais estão sendo indicados pelos representantes do MDB, no Vale do Paraíba, para receberem investimentos do governo estadual, já que o próprio governador Rodrigo Garcia (PSDB), teria sinalizado que há verbas disponíveis para investimento na saúde, e que foram economizadas ao longo da gestão.
Valor pago a médicos via Tabela SUS
Para Nishimoto, governo federal, deputados federais e senadores precisam se empenhar mais para aprovar mudanças nos valores pagos aos médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e que há anos não é atualizada.
Para ter uma ideia, segundo gestores de saúde e de entidades filantrópicas, o valor pago pelo SUS aos médicos, por consulta, é de R$ 10.
Por outro lado, diz Nishimoto, que para suprir as necessidades da saúde básica dos cidadãos, estados e municípios estariam gastando mais do que o mínimo exigido por lei, já que o “governo federal não faz nada” para aumentar o valor pago a médicos pela Tabela SUS.
Por conta disso, hospitais e entidades filantrópicas acabam tendo que financiar o complemento de suas despesas através de doações e emendas parlamentares.
Ainda assim, o ex-deputado citou a recente decisão do Governo de São Paulo, que anunciou que o Estado vai pagar o dobro do que é oferecido pelo SUS, para o pagamento de cirurgias eletivas, justamente para aumentar a oferta desse serviço nas cidades paulistas.
O governador Rodrigo Garcia (PSDB), inclusive, reforçou essa ação na última segunda-feira (6), no evento ‘Governo na Área’, realizado no CEFE (centro de Formação do Educador), em São José dos Campos.
